A subida das taxas de juro está a provocar uma quebra no investimento imobiliário em Espanha, tendo-se refletido até ao terceiro trimestre deste ano numa descida de 60% no volume de transações em imóveis destinados ao arrendamento, como escritórios, hotéis, comércio ou habitações, de acordo com a informação revelada ao “Cinco Días pela consultora JLL esta quinta-feira, 28 de setembro.
Até ao final do terceiro trimestre o volume transacionado era de 5.873 milhões de euros, sendo que em comparação com 2014, aquando da crise no país, o volume transacionado em todo o ano foi de 7.207 milhões de euros. O aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE), que nos últimos meses atingiu os 4,5%, é a principal razão para o desinvestimento no mercado imobiliário no país.
Após a recuperação da crise, o ano de 2017 registou um investimento que ultrapassou os 12 mil milhões de euros, tendo verificado uma quebra para 8.927 milhões em 2020 com o início da pandemia.
A queda até agora em 2023 é geral em todos os segmentos, sendo que o turismo aquele que menos sofreu, com as transações hoteleiras a alcançarem os 1.950 milhões até setembro, segundo a previsão da JLL faltando dois dias para o final do trimestre, o que representa uma diminuição homóloga de 24%.
“Apesar do forte apetite de investimento no sector logístico, o declínio da atividade de investimento já iniciado no final de 2022 continuou durante o terceiro trimestre de 2023, em resultado do aumento dos custos de financiamento e da cautela demonstrada pelos investidores. Por esta razão, o volume de transações caiu 64%, para 768 milhões de euros”, refere Sergio Fernandes, responsável pelo mercado de capitais da JLL em Espanha.