Solução para problema da habitação passa por mais habitação social, diz Pinto Luz

"Não há solução para o problema da habitação sem mais habitação pública", disse o ministro das Infraestruturas e Habitação, esta terça-feira.

Solução para problema da habitação passa por mais habitação social, diz Pinto Luz
© Cristina Bernardo

O ministro das Infraestruturas e Habitação defendeu hoje que só uma aposta na habitação pública pode resolver o problema da habitação que o país atravessa, frisando que este é um problema de todos, municípios e Estado.

“Os preços cresceram e vão continuar a crescer. Não há solução para o problema da habitação sem mais habitação pública. Mas não se constrói de um dia para o outro”, disse Miguel Pinto Luz.

O governante falava na Cimeira da Grande Lisboa, promovida pela SIC Notícias.

Na sua intervenção, o ministro defendeu que este é “um problema que todos abraçaram de frente, mas que demora tempo a estar concluído”.

“Aqui, as câmaras disseram presente. Aqui podiam fazer mais habitação e decidiram fazer e o Estado tem de estar agradecido por isso e garantir o financiamento dessa habitação (social)”, afirmou.

Referindo-se à questão das demolições no Talude Militar, em Loures, no distrito de Lisboa, Miguel Pinto Luz alertou que “este problema não é só de Loures para já” e que o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana “tem terrenos onde se constroem barracas todos os dias”.

O governante assegurou que o Governo está a “acompanhar de perto” este problema em Loures e disse que não aponta “o dedo a quem construiu porque tinha de ter onde viver”, nem a quem está a tentar resolver o problema.

“Temos é de olhar para os dois interesses e encontrar soluções para essas famílias”, afirmou, ressalvando que não se pode voltar à Área Metropolitana de Lisboa dos anos 80, quando proliferavam bairros de barracas, entretanto erradicadas pelo Plano Especial de Realojamento (PER).

Frisando que “Loures não está sozinha”, o ministro das Infraestruturas e Habitação admitiu que “não há ninguém que não se comova com quem não tem uma casa para passar a noite”, mas afirmou que não podem permitir que continuem a surgir bairros de casas precárias.

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