SoftBank passa de lucros a prejuízos no trimestre, com o colapso da WeWork

O SoftBank registou uma perda de 234,4 mil milhões de ienes no período, relacionada com o investimento e o apoio financeiro fornecido à WeWork, que entrou com um pedido de proteção contra credores, ao abrigo do Capítulo 11, nos EUA, esta semana. O SoftBank foi um dos maiores financiadores da empresa de espaços de co-working, que tentou e não conseguiu abrir o capital há cinco anos.

SoftBank passa de lucros a prejuízos no trimestre, com o colapso da WeWork
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O SoftBank registou perdas trimestrais de 6,2 mil milhões de dólares com o colapso da WeWork e a queda da tecnologia.

O gigante japonês do investimento SoftBank Group disse, esta quinta-feira, que registou um prejuízo líquido de 6,2 mil milhões de dólares nos três meses até setembro, uma vez que as suas apostas em empresas em fase de arranque continuam a ter dificuldades.

Globalmente, o Grupo SoftBank disse que o seu prejuízo trimestral ascendeu a 931 mil milhões de ienes (6,2 mil milhões de dólares), em comparação com um lucro de 3,0 biliões de ienes registado há um ano, quando a empresa beneficiou das vendas de ações do gigante chinês do comércio eletrónico Alibaba.

O SoftBank disse que um iene mais fraco atingiu a empresa, uma vez que tem muitos passivos denominados em dólares americanos.

Segundo as contas divulgadas esta quinta-feira, o SoftBank no trimestre que acaba em setembro registou vendas líquidas de 1,67 triliões de ienes japoneses (11 mil milhões de dólares) contra 1,6 triliões de ienes esperados pelos analistas.

Entretanto, o Vision Funds da empresa registou um prejuízo trimestral antes de impostos no valor de 258,9 mil milhões de ienes (1,71 mil milhões de dólares), depois de ter registado um lucro de 61 mil milhões de ienes no trimestre de abril a junho.

O Vision Fund da SoftBank registou um ganho de investimento de 21,3 mil milhões de ienes, naquele que é o segundo trimestre consecutivo de ganhos. Segundo a empresa, tal deveu-se a uma mais-valia resultante da venda de ações da Arm, uma empresa de fabrico de chips, a uma subsidiária da SoftBank. Isto compensou um declínio no valor das empresas em que a SoftBank está investida, como a empresa chinesa de inteligência artificial SenseTime.

“O ambiente ainda é difícil mas acreditamos que atingimos o fundo do poço e estamos a dar bons passos em direção a números positivos”, disse o administrador financeiro do SoftBank, Yoshimitsu Goto, na quinta-feira, durante uma apresentação de resultados, citado pelo CNBC.

O SoftBank registou uma perda de 234,4 mil milhões de ienes no período, relacionada com o investimento e o apoio financeiro fornecido à WeWork, que entrou com um pedido de proteção contra credores, ao abrigo do Capítulo 11, nos EUA, esta semana. O SoftBank foi um dos maiores financiadores da empresa de espaços de co-working, que tentou e não conseguiu abrir o capital há cinco anos.

O fundo japonês SoftBank foi forçado a transferir 1,5 mil milhões de dólares para o banco norte-americano Goldman Sachs e para outros credores da WeWork, dias antes desta declarar falência, escreveu o “Financial Times”.

O primeiro investimento na empresa por parte do fundo de capital privado deu-se em 2017. No total, o fundo japonês colocou mais de 16 mil milhões de dólares na empresa.

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