A quarta reunião para a revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Brisa, realizada a 26 de março de 2026, terminou sem consenso, revela em comunicado, o SINDEL (Sindicato Nacional da Indústria e da Energia).
O sindicado diz que a empresa decidiu manter a sua proposta de aumento salarial em 1,5%, um valor que o sindicato classifica como “manifestamente insuficiente” e até “ofensivo” perante os lucros apresentados pela concessionária.
O SINDEL acusa a Brisa de “protelar o processo negocial” e de não demonstrar abertura para uma valorização real dos rendimentos. Segundo a estrutura sindical, enquanto os trabalhadores continuam a “vestir a camisola” para garantir resultados financeiros “magnânimos”, a empresa responde com uma atitude conservadora que ignora o atual contexto económico-social e as tensões geopolíticas que pressionam o custo de vida.
O sindicato criticou ainda o facto de a empresa avançar apenas “casas decimais” nas negociações, considerando a postura desmotivante e desencorajadora para os profissionais.
Perante o que considera ser uma “falta de seriedade na mesa de negociações”, o SINDEL reafirmou a sua proposta inicial de um aumento salarial de 6% para todos os trabalhadores da Brisa.
O sindicato distancia-se de outras propostas que classifica como “ideologicamente condicionadas” ou “irrealistas”, defendendo que o seu foco é obter resultados tangíveis que respondam às ambições dos associados, sem arrastar inutilmente o processo em prejuízo de quem trabalha.
Para a próxima reunião, o SINDEL espera que a administração da Brisa altere a sua estratégia e apresente uma proposta que “dignifique os trabalhadores”. O sindicato alerta que continuará firme na exigência de uma negociação séria, aguardando que o “bom senso prevaleça para evitar um maior desgaste no clima laboral da empresa”.