Sell off, IA e iene japonês

Fecho da semana : A deflação mensal do IPC nos EUA em junho, a primeira desde maio de 2020, evidenciou fraqueza do consumidor. No Japão, além da tendência de alta dos juros nipónicos, é a valorização do iene que neutraliza o carry trade.

Sell off, IA e iene japonês
leitor_66b5ec49333cb_5__NASDAQ_e_S_amp_P_voltam.jpg

Apesar da política monetária contracionista, os mercados acionistas subiram consideravelmente nos últimos dois anos, sobretudo desde outubro do ano passado, impulsionados principalmente pelas valorizações das grandes empresas tecnológicas ligadas à Inteligência Artificial (IA), as quais surpreendentemente têm sido favorecidas pela subida das taxas de juro (tesouraria remunerada à taxa SOFR de 5,3%, enquanto nos empréstimos obtidos nos mercados de capitais, nomeadamente obrigações, ao longo da política expansionista da década de 2010 até ao ano 2022, continuam a pagar taxas perto de zero, situação que permanecerá até ao rollover dessas dívidas).

A apreciável valorização das ações, aliada a uma elevada cultura de bolsa nos EUA, aumentou a riqueza da população norte-americana e terá mantido um relativo otimismo do consumidor, responsável por 68% do PIB dos EUA, importante alavanca da economia. Um mercado de trabalho igualmente resiliente nos últimos anos, pautado pelo crescimento assinalável dos salários e pela robusta criação de emprego no pós-pandemia, impulsionou o rendimento disponível e o consumo, alimentando também o crescimento económico norte-americano.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionado

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Economistas desvalorizam risco de crise apesar da escalada das yields da dívida soberana a nível mundial

Maria Teixeira Alves4 Set
As yields da dívida soberana de longo prazo têm vindo a subir de forma sincronizada nas principais economias desenvolvidas, com os Estados Unidos, o Japão e vários países europeus a registarem níveis não vistos em décadas. Mas os economistas ouvidos pelo Jornal Económico consideram pouco provável que a tendência desemboque numa crise, apontando antes para efeitos mais concentrados no investimento empresarial e nas contas públicas de cada país.