Salgado acusado em novo processo relacionado com o Universo Espírito Santo

De acordo com o comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Ricardo Salgado responde por dois crimes de fraude fiscal, um dos quais em coautoria com o também acusado Manuel Fernando Espírito Santo Silva (antigo ‘chairman’ da RioForte), num caso que terá lesado o Estado português em 5,5 milhões de euros.

Salgado acusado em novo processo relacionado com o Universo Espírito Santo
Vinte e dois anos depois, Ricardo Salgado saiu da liderança do BES. Enfrenta suspeitas da prática de vários crimes como burla qualificada, falsificação de documento, falsidade informática, fraude fiscal, infidelidade, abuso de confiança, branqueamento e corrupção no sector privado. Tem vários processos no Ministério Público, Banco de Portugal e CMVM. Esteve em prisão domiciliária cerca de seis meses, mas esta medida de coação já foi levantada.

O ex-banqueiro Ricardo Salgado foi acusado pelo Ministério Público (MP) de fraude fiscal qualificada num caso extraído do processo Universo Espírito Santo, segundo uma nota publicada hoje no ‘site’ da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com o comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Ricardo Salgado responde por dois crimes de fraude fiscal, um dos quais em coautoria com o também acusado Manuel Fernando Espírito Santo Silva (antigo ‘chairman’ da RioForte), num caso que terá lesado o Estado português em 5,5 milhões de euros.

“Os factos constantes da acusação reconduzem-se à auto atribuição de honorários, através de entidades não residentes pertencentes ao Grupo Espírito Santo, mormente a Espírito Santo International, SA, ou seja, com recurso ao que foi comummente conhecido por saco azul do GES”, pode ler-se na nota, que acrescenta que o MP apresentou o pedido de indemnização civil naquele valor.

Este processo decorre de uma certidão extraída da acusação de 2020 relativamente ao processo principal sobre o BES e o GES, cujo início do julgamento está marcado para 28 de maio no Juízo Central Criminal de Lisboa.

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