O preço do ouro tem atingindo valores históricos, tendo, na semana passada, ultrapassado a barreira dos quatro mil dólares. Apesar de ser um bom sinal para o metal, as empresas que necessitam dele estão a ter alguma dificuldade em atingir margens de lucro.
É o caso da joalharia Tiffany, do grupo francês LVMH, que com os altos preços do ouro, as tarifas norte-americanas e o enfraquecimento do dólar tem apresentado dificuldades.
Jon Cox, chefe de ações suíças da Kepler Cheuvreux, afirma à “Reuters” que “cada um desses fatores por si só poderia ser compensado pelas marcas de joia e relojoaria de alta qualidade, mas, no geral torna-se muito difícil”.
“É provável que haja pressão sobre as margens”, referiu, destacando que há possibilidade de as marcas aumentarem de forma gradual os preços.
A LVMH deve apresentar os resultados do terceiro trimestre na terça-feira, sendo esperada uma quebra de 4% em moda e artigos de couro e um crescimento de 1% em relógios e joias.
Durante o primeiro semestre as vendas da categoria de joias permaneceram estáveis, mas o lucro caiu 13%. Esta categoria representou mais de 12% das vendas do grupo.
Apesar do forte rally do ouro, este metal representa uma pequena parcela dos custos para as marcas de joias de luxo.