A ministra da Presidência afirma que, apesar de ainda não se saber ao certo qual o valor do empréstimo adicional a solicitar à Comissão Europeia, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), será sempre inferior a 2 mil milhões de euros.
Mariana Vieira da Silva revelou, em entrevista à “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios”, que o trabalho técnico prévio de negociação à reprogramação do PRR se encontra numa fase final. No entanto, houve um aumento de custos em praticamente todos os investimentos, sobretudo naqueles que envolvem construção.
“A estimativa que tínhamos para o aumento total dos custos do PRR original ficava um pouco aquém dos dois mil milhões de euros. Uma parte deste financiamento será assegurada também pelo PRR nesta negociação. A Comissão pede que o país identifique, com um conjunto de indicadores, como é que justifica um determinado aumento de preços”, explicou.
“Outras vezes o aumento de preços decorre de alterações que, entretanto, foram feitas aos projetos, porque o PRR foi desenhado numa fase anterior. Nesse caso, necessariamente haverá uma entrada de dinheiro nacional, do Orçamento do Estado, para completar esses investimentos”, acrescentou a governante, esclarecendo que só parte do aumento de custos será coberta pelo PRR.
Quanto à execução do plano, 17% das metas estão cumpridas e dentro dos objetivos definidos. “Depois da reprogramação, estaremos em condições de fazer um novo pedido de desembolso, dando prova da concretização das medidas que estavam previstas no terceiro e no quarto pedido de desembolso. Do ponto de vista da execução financeira, os pagamentos que já chegaram às entidades, estamos nos cerca de 11%, 1840 milhões de euros”, afirmou.
Em declarações à rádio do grupo RTP e ao jornal de economia da Cofina, a ministra da Presidência garante ainda que, a confirmar-se o crescimento da economia previsto no final de 2023, o Governo continuará a antecipar e a reforçar medidas já colocadas no terreno para ajudar as famílias. Ademais, admite rever em alta os aumentos da função publica no próximo orçamento, mas rejeita outro aumento intercalar.