Proprietários assumem “descontentamento” com políticas de arrendamento implementadas pelo Governo

Inquérito da Associação Lisbonense de Proprietários indica que as medidas adotadas pelo Governo AD foram consideradas neutras por 40,5% dos inquiridos, enquanto 32% classificam-nas como ineficazes.

Proprietários assumem “descontentamento” com políticas de arrendamento implementadas pelo Governo
rendas das casas

A Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) assume estar descontente e desalentada gcom as políticas de arrendamento que foram implementadas pelo Governo de Luís Montenegro. Através de um inquérito feito aos seus associados, o organismo liderado por Luís Menezes Leitão espera que o fim do congelamento das rendas esteja na agenda política do próximo Executivo.

Dos 340 inquiridos, 40,5% consideram neutras as medidas adotadas pelo Governo da AD, enquanto 32% classificam-nas como ineficazes e 8,6% muito ineficazes.

Contudo, quase metade dos inquiridos (47%) faz um balanço global positivo do curto mandato do Executivo liderado por Luís Montenegro e 16,5% dos inquiridos expressam uma avaliação negativa.

“O congelamento das rendas é uma medida insustentável. Apelamos ao próximo Governo, seja qual for a sua composição ou cor política, a coragem para mudar de políticas. Manter o congelamento das rendas vai ter o mesmo resultado que está há décadas à vista de todos: menos casas disponíveis para habitar”, refere Luís Menezes Leitão.

A ALP lançou uma petição pública na qual reivindica ao Governo e ao parlamento o fim do congelamento das rendas em Portugal, que já conta com 5.500 assinaturas.

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Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são "minúsculas" e que mesmo em relação ao despejos "falta muito por esclarecer". Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que "a parte mais fraca ainda fica mais fraca".