Fim do congelamento das rendas: petição dos proprietários ultrapassa as cinco mil assinaturas

Para que o tema seja discutido na Assembleia da República são necessárias 7.500 assinaturas. De acordo com um estudo de 2024, do próprio Governo, o congelamento das rendas resulta em perdas anuais de mais de 660 milhões para os senhorios.

Fim do congelamento das rendas: petição dos proprietários ultrapassa as cinco mil assinaturas
rendas das casas

A petição lançada em agosto de 2024 pela Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) na qual exige ao Governo, bem como a todos os partidos com assento parlamentar a “imediata abolição do congelamento das rendas em Portugal” já conta com mais de cinco mil assinaturas.

Desta forma, resta menos de 2.500, para as 7.500 assinaturas necessárias para que o tema possa ser discutido na Assembleia da República e que segundo a ALP “será intensificada durante o mês de fevereiro na XII edição da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa”.

Em comunicado, o organismo liderado por Luís Menezes Leitão esclarece os visitantes que esta petição pública não reivindica quaisquer despejos, sensibilizando todos para aquilo que é unicamente a exigência da reparação de uma injustiça que perdura há mais de quatro décadas.

De acordo com um estudo de 2024, do próprio Governo, o congelamento das rendas resulta em perdas anuais de mais de 660 milhões para os senhorios.

De resto, em dezembro do ano passado, a ALP apresentou uma queixa junto da Provedoria de Justiça, denunciando diversas ilegalidades e irregularidades no acesso à compensação do Estado aos senhorios com rendas congeladas.

Além do fim do congelamento das rendas a ALP pede também ao Governo uma “urgente, mas sensata” atualização extraordinária das rendas congeladas já este ano e a subsidiação do Estado de forma direta aos arrendatários nos contratos anteriores a 1990.

“Exigimos que o valor apurado da renda em sede de actualização extraordinária a promover em 2025 esteja indexado aos coeficientes do arrendamento acessível, apurados pelo INE – que já beneficiam de subsidiação e benefícios do Estado”, indica o texto da petição.

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“Se ler o relatório do Orçamento do Estado, na página 281, diz preto no branco que realmente todos esses contratos anteriores a 1990 vão deixar de estar no período transitório e passam a ser os contratos como os outros e, a quem não puder pagar a renda, o Estado dá-lhe um subsídio de renda. É o que lá está escrito”, disse o presidente da Associação Nacional de Proprietários (ANP), António Frias Marques.
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Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários diz que as propostas do Governo sobre o descongelamento das rendas são "minúsculas" e que mesmo em relação ao despejos "falta muito por esclarecer". Já António Machado, líder da Associação de Inquilinos Lisbonenses considera que aumentar a liberalização dos contratos significa que "a parte mais fraca ainda fica mais fraca".