Produção industrial europeia caiu cerca de 2% em 2023

Por outro lado, a produção industrial aumentou 1,2% tanto na zona euro como na União Europeia em dezembro do ano passado, comparativamente ao mesmo mês de 2022.

Produção industrial europeia caiu cerca de 2% em 2023
fabrica-automovel

A produção industrial média diminuiu 2,4% na zona euro em 2023, sendo que na União Europeia (UE) caiu 2%, de acordo com a estimativa rápida publicada esta quarta-feira o Eurostat.

Por outro lado, a produção industrial aumentou 1,2% tanto na zona euro como na UE em dezembro do ano passado, comparativamente ao mesmo mês de 2022. Em cadeia, face a novembro de 2023, a subida terá sido de 2,6%.

As previsões para os países da moeda única e para os 27 Estados-membros foram divulgadas esta manhã pelo Eurostat e mostram uma recuperação da produção fabril no final do último ano – uma vez que em novembro a produção industrial só tinha aumentado 0,4% na zona euro e 0,5% na UE – insuficiente para o saldo positivo anual.

Entre os Estados-membros da UE – para os quais existem dados disponíveis – os aumentos homólogos anuais mais altos de produção industrial foram registados na Irlanda (+44,7%), na Dinamarca (+6,7%) e em Malta (+5%), enquanto as maiores quedas verificaram-se na Eslovénia (-10,2%), na Hungria (-8,7%) e na Bulgária (-6,9%).

“A produção industrial na zona euro em dezembro de 2023, face a dezembro de 2022, cresceu 9,4% para os bens de capital, enquanto a produção caiu 1,7% para a energia, 3,6% para os bens intermédios, 3,7% para os bens de consumo não duradouros e 5,4% para bens de consumo duráveis”, lê-se no relatório do Eurostat.

No conjunto da UE, as variações foram diferentes no último mês do ano: +8,6% para bens de capital, -1,3% para energia, 1,7% para bens de consumo não duráveis, 4% para bens intermediários e 6,4% para bens de consumo duráveis.

​

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.