Prigozhin regressa a São Petersburgo para levantar armas apreendidas

Desde o suposto golpe de Estado que acabou a meio de uma autoestrada que o líder do grupo Wagner conseguiu recuperar armas pessoais e cerca de 100 milhões de dólares que lhe haviam sido confiscados.

Prigozhin regressa a São Petersburgo para levantar armas apreendidas
Yevgeny Prigozhin grupo Wagner

Yevgeny Prigozhin, líder do grupo Wagner, está novamente em São Petersburgo desde o passado dia 4 de julho (segunda-feira), adianta a imprensa russa. Aparentemente, o ‘cozinhieor do Kremlin’ foi levantar armas que lhe foram anteriormente apreendidas.

“Em 4 de julho, às 17h00, um BMW Série 7 e um Land Cruiser com seguranças que o acompanhavam dirigiram-se até o prédio do Departamento do Serviço Federal de Segurança de São Petersburgo e do Oblast em Liteyny Prospekt, revela o Pravda na sua edição online. A notícia especifica que Yevgeny Prigozhin saiu do automóvel e dirigiu-se à receção do edifício, de onde saiu mais tarde com duas espingardas Saiga, uma espingarda austríaca Steyr Mannlicher, uma semiautomática AR e vários outros espingardas e pistolas.

Poucas horas antes, o líder do grupo Wagner havia sido oficialmente convidado a retomar as suas armas, encontradas durante as buscas em 24 de junho e apreendidas na sua residência na antiga capital russa. A devolução sucede poucos dias depois de recuperar cerca de 100 milhões de dólares que lhe haviam sido confiscados no mês passado.

Prigozhin també recuperou uma pistola Glock gravada com seu nome – uma oferta do ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, antes do seu desentendimento público que quase resultou num golpe de Estado, ou qualquer coisa próxima disso.

Segundo as mesmas fontes, não é claro se Prigozhin regressou ou não à Bielorrússia, para onde recuou após a rebelião.

No início desta semana, Prigozhin divulgou uma nova mensagem de áudio agradecendo aos apoiantes do grupo Wagner e prometendo novas “vitórias na linha de frente” – sem que os analistas pudessem perceber do que estaria a referir-se.

Foram os primeiros comentários públicos de Prigozhin desde que ordenou que os seus combatentes marchassem em direção a Moscovo como parte de um suposto plano para sequestrar os principais líderes militares da Rússia, incluindo Shoigu.

Na sua mensagem desta segunda-feira, Prigozhin disse que a ‘Marcha da Justiça’ do grupo Wagner tinha “como objetivo combater traidores e mobilizar a nossa sociedade”, uma retórica que já antes tinha sido usada.

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