James Bullard, presidente da Reserva Federal de St. Louis, projeta que as taxas de juro possam ter de subir mais do que o mercado espera para lidar com a elevada inflação que se verifica nos EUA, apontando a uma taxa de 3,5%.
Os comentários desta quinta-feira de Bullard surgem no dia seguinte à publicação das minutas da Fed que indicam um ritmo de redução mensal do balanço do banco central em 95 mil milhões de dólares (87,14 mil milhões de euros), indicando uma postura mais agressiva face à pressão nos preços.
O presidente da Fed de St. Louis descartou a possibilidade de recessão na maior economia do mundo, sublinhando a robustez do mercado laboral e a trajetória de crescimento sólido, mesmo com o impacto da Ómicron e da guerra na Ucrânia no início deste ano, o que deve abrandar o avanço do PIB. Ainda assim, a elevada inflação deveria colocar as taxas de referência 300 pontos base (p.b.) acima do que estão agora.
Por outro lado, o crescimento do emprego no país “não está a ocorrer a um ritmo suficientemente elevado para ajudar na inflação”, afirmou Bullard esta quinta-feira na Universidade do Missouri.
Um dos membros mais hawkish do comité responsável pela política monetária norte-americana, Bullard reiterou que a Fed “está atrás na curva” da inflação, lembrando as décadas de 70 e 80, quando o banco central perdeu controlo da evolução de preços.