Presidente da Câmara do Funchal alerta para “continuada negligência” do Governo português em pilares estruturantes da sociedade

O autarca considerou que essa negligência se faz sentir em várias áreas como a saúde, a educação, a justiça, a segurança pública, as forças armadas, e toda a administração interna.

Presidente da Câmara do Funchal alerta para “continuada negligência” do Governo português em pilares estruturantes da sociedade
Pedro_Calado

O presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado, considera que o Governo português tem sido continuamente negligente em pilares estruturantes da sociedade como a saúde, a educação, a justiça, a segurança pública, as forças armadas, e toda a administração interna.

O autarca pediu “coragem política” e “espírito reformista” sob risco de o país continuar na cauda da Europa.

“Cada vez mais, somos um país sem impulso, sem criatividade, sem inovação e oportunidades. Um país assistencialista, em que cada vez mais, os poucos que trabalham e produzem, continuam a sustentar os muitos que podem e não trabalham. Não pode ser este o presente e o futuro que queremos para Portugal, e muito menos, para as novas gerações. Para o presente e futuro da Nação, queremos boa e exemplar democracia, de plenos direitos, crescimento e desenvolvimento”, disse o presidente da Câmara do Funchal.

Durante a inauguração da SEDES Madeira o autarca elencou aquilo que considera serem os sete pecados capitais de Portugal: “a baixa taxa de crescimento económico; a pouca produtividade; a ausência de reformas públicas estruturais; o excessivo envelhecimento da população; a burocracia excessiva; a falta de acordos governativos estruturais, (que vão além dos partidos e além dos ciclos políticos eleitorais) e, a elevada dívida pública”.

A esta lista Pedro Calado juntou o abrandamento do crescimento económico, com “empobrecimento da população, alimentado em parte pela escalada de preços, particularmente na alimentação e energia, e pelo aumento das taxas de juro, com reflexo nos empréstimos, sendo ainda mais penalizador para quem recorreu ao crédito à habitação”.

O autarca considerou que infelizmente o “país mais parece uma casa estruturalmente toda corroída por dentro e quase a colapsar de formiga branca. Um caos interno”.

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