O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, alertou para os tempos de “desnorte, e mesmo de decadência”, que se vive no continente português, e espera que este estado “não atinja nem contamine” a Região Autónoma da Madeira.
“O que está em causa é muito mais importante: é a credibilidade e o regular funcionamento das instituições, é a garantia de independência do Estado de Direito, é a Democracia que está em causa”, considerou o presidente da Assembleia da Madeira.
José Manuel Rodrigues diz que a Região não se pode resignar a esta “política sem ética, a esta governação
sem rumo, a este conformismo miserabilista de sermos dos últimos de uma Europa que também já é pouco significante na geoestratégia política e económica mundial”.
O presidente do parlamento regional considera que a Região, uma “terra de gente que nunca quebrou perante as adversidades”, tem a obrigação de “contribuir para um projeto aglutinador de regeneração nacional”, que, independentemente de partidos ou ideologias, possa “recuperar a credibilidade da política, readquirir o respeito pelas instituições, retomar a crença na Democracia, voltar a ter serviços públicos de qualidade e pôr Portugal no caminho do crescimento económico”.
José Manuel Rodrigues sublinha que este projeto deve dar a “justa compensação” aos mais velhos e a necessária esperança aos mais novos.
“Este projeto exige união entre todos os que comungam destes valores: autarcas, governantes, parlamentares e cidadãos. Este projeto de regeneração nacional já não é uma necessidade, é uma emergência ditada pelos últimos acontecimentos e uma exigência proclamada pelos portugueses”, afirmou José Manuel Rodrigues.
O presidente do parlamento regional disse também que o que “alguns se preparam para deixar às futuras gerações é um país pobre, com uma dívida pública impagável, uma Nação envelhecida, a viver de subsídios e com uma segurança social a caminho da falência”.