Preços da energia vão continuar a cair e a “puxar a inflação para baixo em abril”, diz Ministério do Ambiente

"Este ano, o preço da energia, seja por via dos consumos elétricos ou de gás natural, pesa menos na carteira dos portugueses. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Estatística, a inflação nos produtos energéticos em fevereiro deste ano, face ao período homólogo de 2022, foi de 1,96%, sendo a evolução destes preços um dos catalisadores da redução da inflação. Ou seja, os preços da energia estão a puxar a inflação para baixo", refere o gabinete liderado por Duarte Cordeiro num comunicado enviado à imprensa ao final da tarde. 

Preços da energia vão continuar a cair e a “puxar a inflação para baixo em abril”, diz Ministério do Ambiente
como_poupar_energia_JE

Em abril, os preços da energia vão continuar a cair e a “puxar a inflação para baixo”, sublinha o Ministério do Ambiente e da Ação Climática numa nota de imprensa, baseando-se em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Este ano, o preço da energia, seja por via dos consumos elétricos ou de gás natural, pesa menos na carteira dos portugueses. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Estatística, a inflação nos produtos energéticos em fevereiro deste ano, face ao período homólogo de 2022, foi de 1,96%, sendo a evolução destes preços um dos catalisadores da redução da inflação. Ou seja, os preços da energia estão a puxar a inflação para baixo”, refere o gabinete liderado por Duarte Cordeiro num comunicado enviado à imprensa ao final da tarde.

O benefício do Mecanismo Ibérico, que até 31 de janeiro foi de 570 milhões de euros, permitindo uma redução do preço de mercado de 43,78 euros por MWh, a permissão para os pequenos negócios e os consumidores domésticos regressarem ao mercado regulado do gás, atualmente a mais competitiva tarifa existente no país, que permitiu poupanças até 65% face aos preços do mercado liberalizado e a “aposta nas energias renováveis, neste momento as mais baratas e mais seguras” estão entre as medidas adotadas pelo Executivo de António Costa que explicam a queda dos preços da energia, segundo a mesma nota.

Além disso, a “mobilização de 4,5 mil milhões de euros para conter os preços da eletricidade em 2023”, o maior valor de sempre, “permitiu tornar negativas as tarifas de acesso às redes para todos os tipos de consumidores de eletricidade em Portugal, com consequência direta nas faturas pagas por famílias (com reduções superiores a 50% face às faturas do último trimestre de 2022 no mercado liberalizado) e empresas (estas com reduções médias de 30%)”, é referido na mesma nota.

Quanto à aposta nas energias renováveis, o gabinete recorda que, em 2021, “entraram em funcionamento centrais solares que representam 700 megawatts de potência”, tendo sido quebrada, no ano passado, “a barreira dos 2.000 megawatts já instalados” e, em janeiro de 2023, a capacidade instalada era de 2.604 megawatts”.

A ERSE anunciou que, a partir de abril, as tarifas reguladas de eletricidade baixarão em média 3%, tendo já vários operadores também dado conta de descidas nos preços da eletricidade e do gás natural entre 15 e 27% a partir de abril.

Relacionado

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Reservas de gás da União Europeia estão no nível mais baixo em 15 anos

Ruben Pires3 Set
De acordo com a publicação BiGo Finance o nível de reservas de gás que a União Europeia detém nesta altura deve-se a um erro de cálculo. O bloco europeu vinha adiando as compras de gás na expetativa de que o conflito no Médio Oriente, que se iniciou em fevereiro entre Estados Unidos, Israel, e Irão, tivesse um desfecho rápido, permitindo que o gás natural vindo do Qatar voltasse a passar pelo Estreito de Ormuz a um preço mais baixo. Contudo o cenário de momento não se concretizou.
Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

"O estreito de Ormuz continua, em grande parte, fechado, as reservas estratégicas de petróleo e gás terão de ser repostas, a IA aumenta a procura de energia e o inverno aproxima-se no hemisfério norte", afirmou Kristalina Georgieva, na terça-feira 1 de setembro, no final da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte.