Portugal ocupa o 1º lugar entre 60 países no Índice de Resiliência do Sistema Alimentar

Portugal lidera o Resilient Food Systems Index (RFSI) entre 60 países analisados, alcançando uma pontuação global de 76,83 em 100 — um desempenho que o coloca no topo do ranking das economias avaliadas, sobretudo, ao nível da "Qualidade e Segurança".

Portugal ocupa o 1º lugar entre 60 países no Índice de Resiliência do Sistema Alimentar
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Portugal lidera o Resilient Food Systems Index (RFSI) entre 60 países analisados, alcançando uma pontuação global de 76,83 em 100 — um desempenho que o coloca no topo do ranking das economias avaliadas. O índice, desenvolvido pelo The Economist, mede a capacidade dos sistemas alimentares nacionais resistirem a choques e garantirem acesso sustentável a alimentos.

O principal destaque português surge no pilar da Qualidade e Segurança, onde obtém 79,23 pontos. Este resultado é sustentado por uma elevada diversidade alimentar, forte qualidade proteica e padrões nutricionais robustos, aliados a um desempenho sólido em matéria de segurança alimentar.

Apesar da liderança global, o relatório identifica fragilidades. A dimensão da Resposta ao Risco Climático é a que apresenta menor desempenho (69,41), revelando margem de progressão. Em particular, segundo o The Economist, Portugal continua exposto a riscos físicos associados às alterações climáticas e necessita de reforçar medidas de mitigação e adaptação.

Nos restantes pilares — Acessibilidade e Disponibilidade — o país mantém níveis consistentes, contribuindo para um sistema alimentar globalmente resiliente. Ainda assim, como sublinha o índice, há espaço para melhoria em todos os indicadores até ao patamar máximo de 100 pontos.

Outros indicadores em que o sistema português obtém classificações superiores a 60 pontos incluem os “padrões nutricionais” (80,17), as “perspetivas de risco sociopolítico” (76,65), o “acesso a recursos agrícolas” (75,67), os “compromissos políticos em matéria de segurança alimentar e acesso aos alimentos” (75), o “crescimento da produtividade do setor agrícola” (73,77), a “variação dos custos médios dos alimentos” (71,47), os “programas de rede de segurança alimentar” (68,50), a “mitigação e adaptação” (68,22), o “comércio agrícola” (67,71), as “cadeias de abastecimento agroalimentares eficientes” (67,17) e a “volatilidade da produção agrícola” (64).

Quanto aos principais pontos fracos de Portugal, o índice da Economist Impact identifica apenas dois: as “despesas públicas em investigação e desenvolvimento agrícola”, com uma pontuação de 33,15, e a “exposição a riscos físicos”, avaliada em 50,73 pontos.

De acordo com o relatório da Economist Impact, à escala global, apenas 15 países são responsáveis por cerca de 70% da produção alimentar mundial, sendo que 11 destes integram também o grupo dos 15 maiores exportadores, concentrando mais de três quintos das exportações globais de alimentos.

O documento destaca ainda que a maioria dos países analisados tem vindo a apostar em investigação e desenvolvimento (I&D) agrícola com baixas emissões, bem como na adoção de práticas mais sustentáveis. No entanto, sublinha que, para que estas iniciativas se traduzam efetivamente numa maior resiliência climática de todo o sistema alimentar, será necessário definir metas e estratégias específicas para cada setor, acompanhadas de uma implementação eficaz.

Em síntese, Portugal surge como um caso de sucesso no panorama internacional, mas com desafios claros num contexto de crescente pressão climática — um teste decisivo para a sustentabilidade futura do seu sistema alimentar.

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