Portugal especializa-se no ‘tailor made’ para empresas

A formação à medida, ou 'tailor made' cresce no país e em reconhecimento internacional. O top 100 mundial do Financial Times, referência do setor, inclui, pela primeira vez, programas Customizados de seis escolas portuguesas.

Portugal especializa-se no ‘tailor made’ para empresas
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A procura aumenta e o reconhecimento também. Uma coisa alimenta-se da outra. A formação executiva feita à medida das empresas, ou “tailor made”, como também se diz, no original em inglês, é estratégica para quem precisa dela – empresas – e para quem a providencia – escolas de negócios. O resultado está à vista no Financial Times Executive Education Ranking 2026, a referência mundial. 

Portugal, com os seus 10,7 milhões de pessoas, ombreia com grandes países, afirmando seis escolas no ranking dos Programas Customizados: Nova SBE, Católica-Lisbon, Iscte Executive Education, Iseg Executive Education, Porto Business School e Católica Porto Business School. Inédito. 

Inédito é também o 9.º lugar da Nova SBE, única escola de língua portuguesa e da zona ibérica a integrar o top 10 mundial, posicionando-se ao lado de instituições de primeiríssima linha na modalidade, como a London Business School, o IMD suíço ou o INSEAD.

“O trabalho que fazemos procura contribuir não apenas para o desenvolvimento individual dos líderes, mas também para organizações mais competitivas, mais humanas e mais preparadas para transformar a economia nacional e internacional”, explica Pedro Brito, CEO da Formação de Executivos da Nova SBE. 

A partir da Avenida das Forças Armadas, em Lisboa, o Iscte Executive Education protagoniza uma das maiores subidas nos Programas Customizados. Salta 13 lugares de uma vez e torna-se 31.º no mundo e segundo em Portugal.

A Escola presidida por José Crespo de Carvalho destaca-se nos indicadores relacionados com impacto, fidelização e dimensão internacional: Follow-up (19.º), Future Use (19º) e Overseas Programmes (18º). No Value for Money é 23º.

“Estes resultados confirmam o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pelo Iscte Executive Education e refletem uma estratégia consistente de proximidade às empresas, inovação na oferta formativa e reforço da presença internacional”, afirma. A fórmula, essa, resume-a José Crespo de Carvalho a “muito trabalho”, “consistência, consistência, consistência”, e “envolvimento de uma equipa vasta de staff, coordenadores, docentes e, sobretudo, participantes e empresas”. 

O ranking FT 2026 destaca o crescimento expressivo da atividade do ISEG Executive Education nos Programas Customizados, onde alcança o 48.º lugar. A entrada no Top 50 global traduz a confiança crescente das empresas na capacidade da Escola do Quelhas para desenhar experiências de aprendizagem “altamente especializadas, relevantes e alinhadas com os contextos reais de negócio”.

Joana Santos Silva, CEO, colhe os resultados de uma estratégia: “Confirmam o caminho que temos vindo a construir: uma escola profundamente ligada às empresas, capaz de cocriar soluções relevantes, inovadoras e transformadoras”. 

Neste competitivo segmento da formação executiva, a Porto Business School posiciona-se em 54.º. No indicador “Partner Schools” é a oitava, o que atesta a robustez da sua rede internacional. 

“Num mundo transformado pela inteligência artificial, pela geopolítica, pela sustentabilidade e pela evolução do talento, queremos ser a escola parceira das organizações que não se limitam a responder à mudança; querem liderá-la”, adianta José Esteves, dean da PBS. 

A Universidade Católica Portuguesa entra nesta avaliação não com uma, mas com… duas Escolas. No mínimo, singular. Há 19 anos, a Católica-Lisbon abriu o caminho para Portugal conseguir ter hoje seis escolas de Gestão no topo da formação executiva mundial, incluindo a irmã Católica Porto Business School, que aqui se estreia. 

Nos Programas desenvolvidos em parceria com empresas, a Católica-Lisbon ocupa a 52ª posição (média dos últimos três anos), e destaca-se nos critérios de Clientes Internacionais (24ª) e Parcerias 35ª). Esade, Bocconi, INSEAD e Kellogg são algumas. 

Filipe Santos, dean da pioneira no universo FT, sublinha “a qualidade do corpo docente e a inovação dos programas, “pilares essenciais na formação de líderes preparados para antecipar tendências, tomar decisões estratégicas e liderar com visão, responsabilidade e impacto”. 

A Católica Porto Business School é 99.ª ex-aequo na formação à medida para empresas, destacando-se no Revenue Growth, que avalia o crescimento do peso das receitas dos programas e a capacidade de gerar continuidade na relação com organizações.

 “Este resultado reconhece a consistência do trabalho que temos desenvolvido na formação de líderes, profissionais e organizações, com uma proposta assente em rigor académico, proximidade com o mundo empresarial e impacto real”, afirma João Pinto, o dean. 

Esta estreia, somada a conquistas como a acreditação Triple Crown — EQUIS, AMBA e AACSB — detida por apenas 1% das escolas de negócios, fazem da Católica Porto Business School a mais jovem estrela portuguesa no top da formação executiva mundial.

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