O avanço militar das tropas israelitas sobre a Faixa de Gaza não provocou uma nova subida nos preços do barril de petróleo esta segunda-feira, depois das subidas registadas na passada segunda-feira.
De acordo com alguns analistas, os operadores de mercado terão considerado que este avanço de Israel terá sido efetuado com mais cautela do que o esperado, pelo que, de momento, não se esperam represálias por parte do Irão e dos seus aliados. Esta é a principal preocupação no que se refere ao abastecimento de crude.
O barril de Brent perde mais de 1% e fica abaixo da fasquia dos 88 dólares. Já o barril WTI também cai mas com mais expressão: quase 1,5% para os 84 dólares.
“O fim-de-semana demonstrou que o conflito armado limita-se a Israel e a Gaza. Os preços do crude vão provavelmente continuar a descer até suceder algum acontecimento mais arriscado”, destacou a fundadora da consultora Vanda Insights ouvida pela Bloomberg.
O grupo islamita palestiniano Hamas atacou Israel no dia 07 de outubro, provocando a morte de mais de 1.400 pessoas, principalmente civis, segundo as autoridades. Mais de 200 pessoas foram sequestradas e permanecem nas mãos do grupo islamita desde então.
Após o ataque, Israel respondeu com bombardeamentos e incursões terrestres na Faixa de Gaza, que é controlada pelo Hamas.
Desde o início da guerra, mais de oito mil pessoas morreram em Gaza, devido aos bombardeamentos que Israel realiza há três semanas, segundo o Ministério da Saúde do grupo islamita palestiniano Hamas.