Paz não vai alterar tudo no maior conflito europeu em 50 anos

A geografia mantém-se, com a mesma vizinhança hostil, a corrida global às armas vai prosseguir e o país continuará a necessitar de ajuda internacional massiva, agora para a reconstrução.

Paz não vai alterar tudo no maior conflito europeu em 50 anos
Zelensky

Depois de 1.093 dias de guerra, que hoje se cumprem, de mais de 100 mil militares mortos de ambos os lados, e quatro vezes mais feridos, e de mais de 500 mil milhões de dólares (cerca de 477,7 mil milhões de euros) atirados para o conflito, parece haver um caminho para acabar com os combates.

“Tudo indica que foi iniciado o caminho que vai levar ao fim da guerra, o que não é o mesmo que dizer que conduzirá à construção da paz”, diz ao Jornal Económico (JE) Joana Ricarte, coordenadora da Licenciatura em Relações Internacionais do Piaget em Viseu. “Estamos a caminho de negociações que poderão levar a um cessar-fogo, que seria o terceiro. No começo da guerra tivemos um cessar-fogo para as negociações na Bielorrússia e na Turquia; outro durante a vigência do acordo dos cereais e este poderá ser o terceiro”, diz Tiago André Lopes, professor de Relações Internacionais na Universidade Lusíada do Porto. “O fim da guerra é ainda incerto, mas é também mais provável neste momento do que nos últimos 35 meses”, acrescenta.

Pelo menos, ‘negociação’ passou a ser o termo mais proferido e o campo de disputa. Mas conseguindo-se a paz, ou, pelo menos, o cessar-fogo, não haverá um retorno ao mundo anterior à guerra. A corrida generalizada às armas não parece ter retorno plausível (as encomendas foram feitas e o investimento será concretizado nos próximos meses e anos).

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionado