Paulo Cunha: “A Europa tem de assumir que quer ter indústria e emprego industrial”

O chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu garante que já há a consciência de que a Europa tem de agir rapidamente para não perder capacidade e económica e continuar a escorregar para a irrelevância, mas que são necessárias decisões. Até porque foi isso que os eleitores ecolheram em 2024.

Paulo Cunha: “A Europa tem de assumir que quer ter indústria e emprego industrial”
paulo-cunha

A indústria europeia queixa-se de custos energéticos estruturalmente mais elevados e de uma pressão regulatória crescente. Que resposta pode ser dada, a nível da UE, mas também dos Estados-membros?
A Europa tem de assumir que quer ter indústria e emprego industrial. Isso implica agir em duas frentes: custo da energia e simplificação regulatória. No plano europeu, precisamos de completar o mercado interno, em particular o da energia, reforçar interconexões, diversificar fontes e apostar em contratos de longo prazo que deem estabilidade de preços à indústria intensiva em energia. Os instrumentos de financiamento devem apoiar investimentos em eficiência energética e descarbonização que melhorem a competitividade.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui o artigo completo. Edição do Jornal Económico de 13 de fevereiro.

Relacionado

O que se estuda é que faz a diferença na qualidade do emprego

O que se estuda é que faz a diferença na qualidade do emprego

Almerinda Romeira3 Set
Diplomados de Artes, Psicologia, Ciências Naturais, Matemática e Estatística, Humanidades e Línguas apresentam uma probabilidade de desemprego, pelo menos, 10 pontos percentuais superior à dos diplomados de Engenharia, Indústrias Transformadoras e Construção, revela estudo EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo. Os resultados sugerem que a qualidade do emprego deve ser analisada sobretudo a partir das áreas de estudo, e não da instituição frequentada.