Operação Maestro: Manuel Serrão escolhe advogado Pedro Marinho Falcão para defesa

“O nosso cliente não foi constituído arguido e está disponível para prestar todas as declarações e esclarecimentos que venham a ser solicitados pelo Ministério Público”, referiu ao JE o advogado do empresário, presidente da Associação Seletiva Moda e comentador televisivo.

Operação Maestro: Manuel Serrão escolhe advogado Pedro Marinho Falcão para defesa
Manuel Serrão

O empresário Manuel Serrão, presidente da Associação Seletiva Moda e comentador televisivo, contratou o advogado Pedro Marinho Falcão para a defesa na Operação Maestro, na qual está envolvido por suspeitas de fraude na obtenção de fundos europeus.

“A decisão de contratar a nossa sociedade de advogados ocorreu ontem [segunda-feira] ao fim do dia e concretizou-se hoje durante a manhã. O nosso cliente não foi constituído arguido e está disponível para prestar todas as declarações e esclarecimentos que venham a ser solicitados pelo Ministério Público. Neste momento, o processo está em investigação e não há muito mais a dizer”, afirmou Pedro Marinho Falcão ao Jornal Económico (JE).

Especialista em Direito Fiscal, Pedro Marinho Falcão é sócio fundador da sociedade de advogados Cerejeira Namora Marinho Falcão, com sede no Porto.

Manuel Serrão, bem como o jornalista Júlio Magalhães, são dois dos visados na operação da Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de crimes como fraude na obtenção de subsídios da União Europeia (UE), fraude fiscal e branqueamento de capitais. O esquema que está a ser investigado pela justiça envolve a indústria têxtil e cerca de 40 milhões de euros em despesas fictícias e inflacionadas.

Na edição diária desta terça-feira, o JE avança que o pagamento de incentivos identificado na investigação que está a decorrer representa perto de metade do total de candidaturas a fundos europeus – portanto mais 80 milhões de euros – e que na lista de suspeitos estão também altos funcionários pública ligados a fundos da EU, como por exemplo o presidente do Compete 2020.

Segundo o jornal online “Observador”, Manuel Serrão terá vivido durante oito anos no Hotel Sheraton do Porto à custa de fundos europeus destinados a promover o sector têxtil nacional. Cerca de 372 mil euros terão pago esta “residência permanente” na unidade hoteleira de luxo entre 2015 e 2023.

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Na mira da justiça está um alegado desvio de 40 milhões de euros através da apresentação de despesas fictícias em candidaturas para obtenção de mais de 80 milhões de euros em fundos europeus. Entre os alvos da mega operação de buscas da PJ ontem realizadas está o empresário Manuel Serrão por suspeitas dos crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Presidente do Compete 2020 também é suspeito, bem como outros funcionários com altos cargos públicos ligados aos fundos europeus, sabe o JE.
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