OIT: 6,1% dos empregos ocupados por jovens estão expostos à IA

O alerta é da Organização Internacional do Trabalho. Embora a procura esteja a crescer em funções técnicas baseadas no conhecimento, uma parte importante de empregos ocupados por jovens entre 15 e 29 anos está altamente exposta a mudanças relacionadas com a inteligência artificial. A balança não está calibrada.

OIT: 6,1% dos empregos ocupados por jovens estão expostos à IA
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É o assunto que todos chutam para canto. A evolução acelerada da tecnologia, incluindo os avanços na inteligência artificial (IA), está a impactar o mundo do trabalho e a dar uma machadada em muitas oportunidades para os jovens trabalhadores.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) estima que 6,1% dos empregos ocupados por jovens entre 15 e 29 anos sejam em ocupações altamente expostas a mudanças relacionadas com a IA.

Muitas dessas ocupações, explica o relatório Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2026 – Regresso ao Futuro, coincidem com as de nível técnico intermediário, cujo número diminuiu para jovens desde 2023, essencialmente funções administrativas e de escritório.

Enquanto isto, a procura continua a crescer em algumas ocupações técnicas baseadas em conhecimento em áreas como ciência, saúde e engenharia, o que reitera a necessidade de garantir que os jovens tenham acesso às competências que respondem às necessidades em constante evolução do mercado de trabalho.

“Há um alvoroço crescente em torno da IA”, afirma Sukti Dasgupta, diretor do Departamento de Emprego, Competências e Empresas Sustentáveis ​​da OIT. Mas, embora o impacto direto sobre os empregos ainda não seja claro, “não podemos ser complacentes e subestimar os riscos”.

“Precisamos – afirma – aumentar nossos investimentos em competências, aprendizagem ao longo da vida e proteção social para que os jovens possam adaptar-se às mudanças e aproveitar novas oportunidades. O progresso tecnológico, incluindo a IA, deve trabalhar a favor dos jovens, e não contra eles.”

O relatório da OIT deixa um conjunto de recomendações para que os países e as organizações ajudem a juventude a fazer a transição para um mundo do trabalho cada vez mais incerto. Propõe a organização que adote 1) uma abordagem centrada no ser humano para a governança da IA, garantindo que a inovação cria oportunidades em vez de aprofundar as desigualdades. 2) Investir em educação de qualidade, aprendizagem ao longo da vida e estágios profissionais. 3) Fortalecer os serviços de emprego e as instituições do mercado de trabalho de forma a que apoiem a transição dos jovens para o mercado de trabalho, com foco especial nas mulheres jovens. 4)Aumentar a rede de proteção social e garantir os direitos no trabalho. 5) Criar mais oportunidades de emprego decente por meio de políticas macroeconómicas e setoriais de apoio.

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