OE2024: Crise inflacionista e energética custa ao Estado 2.370 milhões em 2024

“No âmbito do impacto geopolítico, apurou-se em dezembro uma diminuição da receita efetiva de 1.227,4 milhões de euros e um crescimento da despesa efetiva em 1.142,7 milhões de euros”, revelou o documento da Direção-geral do Orçamento (DGO).

OE2024: Crise inflacionista e energética custa ao Estado 2.370 milhões em 2024
high voltage post.High-voltage tower sky background.

As medidas para mitigar o impacto da crise inflacionista e energética custaram ao Estado 2.370,1 milhões de euros em 2024, de acordo com a Síntese de Execução Orçamental divulgada hoje.

“No âmbito do impacto geopolítico, apurou-se em dezembro uma diminuição da receita efetiva de 1.227,4 milhões de euros e um crescimento da despesa efetiva em 1.142,7 milhões de euros”, revelou o documento da Direção-geral do Orçamento (DGO).

Do lado da receita destaca-se a perda da receita fiscal, em particular o impacto do ISP – Imposto sobre os Produtos Petrolíferos equivalente à descida do IVA – Impostos sobre o Valor Acrescentado para 13%, no montante de 756,1 milhões de euros.

Evidencia-se igualmente a devolução da receita adicional de IVA via ISP, no valor de 285,4 milhões de euros.

Por sua vez, para a despesa pesou a alocação de verbas ao Sistema Elétrico nacional (SEN) para a redução da tarifa, que representou 566 milhões de euros.

Em menor medida, também contribuiu o apoio extraordinário à renda (308,3 milhões de euros) e a contribuição para o programa de apoio à Ucrânia (157,7 milhões de euros).

Relacionado

Inflação aumenta para 3,3% em agosto com subida de 12,2% nos combustíveis

Inflação aumenta para 3,3% em agosto com subida de 12,2% nos combustíveis

Ruben Pires31 Ago
São mais 0,3 pontos percentuais face a julho. "A aceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPC) é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis", diz o INE. "A variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2% (8,7% no mês anterior) e o índice referente aos produtos alimentares não transformados registou uma variação de 3,4% (3,7% em julho)", acrescentou.