Estas são as questões-chave que o Portugal Exportador 2016 vai tentar responder. O país tem quase 50 mil empresas com capacidade de exportação, mas apenas 18 mil com iniciativa para venda ao exterior, mas concentra em cinco empresas um sexto do total das suas exportações. Como colocar mais empresas a exportar? O conhecimento do mercado, o apoio da Aicep Global, o estudo das geografias e o apoio legal e instrumental são essenciais neste “sair da casca” para empresas com know-how, mas sem iniciativa.
E o que dizer dos destinos. Cerca de três quartos das vendas nacionais para o exterior estão concentradas na União Europeia, uma região que cresce pouco, com a agravante que quatro dos nossos vizinhos europeus consomem 50% das vendas. O risco é grande e a solução é a diversificação.
Que outras geografias escolher?
Esta é mais uma pergunta que vale milhões se considerarmos que a aventura africana e sul-americana nunca foi o “el dorado”. Hoje, o peso das exportações no PIB é de 40%, mas o objetivo é chegar aos 50%, e crescer pelas exportações é a opção única para o país. O Governo alicerçou as metas para 2017 nas exportações e a partir daqui estimou crescimentos do PIB e redução do défice fiscal. O risco é grande, tendo em conta os mercados tradicionais. Do evento Portugal Exportador 2016, organizado pelo Novo Banco, Fundação AIP e Aicep Portugal Global e ao qual O Jornal Económico se associou, pode muito bem sair o arranque de uma nova vida para centenas de empresas. Os números do Banco de Portugal demonstram que as companhias exportadoras são bem menos vulneráveis em autonomia financeira. Até ao momento as notícias são boas. 2016 arrisca ser o melhor de sempre para as exportações nacionais.