Rafael Alves Rocha, Diretor-Geral da CIP – Confederação Empresarial de Portugal

O impossível demora mais

A democracia é o pior dos sistemas, com exceção de todos os outros”, ensinou-nos Winston Churchill. A frase está muito batida, mas continua a servir para nos recordar que o sistema democrático encerra muitas imperfeições e, ainda assim, é melhor que todas as outras formas de governo. Desde logo, porque dá a possibilidade aos cidadãos de decidir sobre o seu destino coletivo.

Uma das imperfeições da democracia é não ser omnipotente. Sabemos, até pela experiência portuguesa, que o sistema democrático não garante, por si só, prosperidade económica e justiça social. Ou, pelo menos, prosperidade económica e justiça social para todos. Há, historicamente, democracias mais bem-sucedidas do que outras na promoção do crescimento económico e na dignificação das condições de vida.

Contudo, muitos autores defendem a tese clássica de que a democracia favorece a prosperidade. Isto porque, à partida, as democracias promovem transparência administrativa, alternância política, instituições independentes, liberdade económica e checks and balances entre poder executivo, legislativo e judicial. Desta forma cria-se um ambiente propício ao investimento, ao emprego e à inovação, fatores críticos do crescimento económico.

Conteúdo reservado a assinantes. Leia a versão completa aqui. Edição do Jornal Económico de 3 de outubro.

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