“Nunca vimos nada assim”. Rússia abate drone português e agora vai analisá-lo

Forças armadas russas ficaram surpreendidas com engenharia de drone português. Drones nacionais ajudam forças ucranianas desde o início da invasão russa. "Foi uma tarefa desafiante" para capturar o drone português, escreveu agência russa.

“Nunca vimos nada assim”. Rússia abate drone português e agora vai analisá-lo
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As forças armadas russas intercetaram um drone português e agora vão dedicar-se a analisá-lo.

Os russos confessaram mesmo ter ficado surpreendidos com a engenharia lusa em ação: “Nunca vimos nada assim”, afirmou um comandante das forças armadas do regime de Vladimir Putin.

A notícia foi revelada pela agência russa TASS que adiantou que especialistas de um instituto de investigação vão estudar o “seu design, especificações técnicas e soluções de engenharia”.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia em 2022 que a portuguesa Tekever tem colaborado com as forças ucranianas para fornecer drones.

O ‘take’ da agência estatal russa Tass foi divulgado no mesmo dia em que a Tekever anunciou um contrato de quase 500 milhões de euros com as forças armadas do Reino Unido para fornecer drones durante cinco anos. Como em tudo no regime de Vladimir Putin, não há coincidências entre o timing entre o ‘take’ da agência estatal russa e a notícia do contrato com as forças armadas britânicas, no que poderá ser uma tentativa de Moscovo de tentar criar ruído, pois os drones portugueses são usados na Ucrânia via forças armadas britânicas.

A colaboração estreita com as forças armadas de Kiev, tem servido para a Tekever melhorar os seus drones, contando com uma experiência acumulada em quatro anos num cenário real de guerra.

O batalhão russo anti-drones intercetou um “raro” drone de reconhecimento AR3 da fabricante portuguesa Tekever, na região de Bryansk, na Rússia, na fronteira com a Ucrânia.

Para intercetar o drone, foi uma “tarefa desafiante”, segundo a TASS citando os operacionais. “Após deteção de radar, teve lugar uma perseguição de quase meia hora. O drone estava a voar a uma altitude de quase 2,5km, e a uma velocidade de 90-100 km/h, impedido de nos aproximarmos Na abordagem final, com a bateria do Lis em baixo, mas os operadores conseguiram apanhar e destruir o drone de reconhecimento português”.

Segundo a agência, o drone (ou UAV) permanece inteiro, apesar de o motor ter sido danificado.

“Um drone inimigo de reconhecimento voou para o nosso setor. Ficámos surpresos porque nunca vimos nada assim. O drone tem estruturas diferentes de cauda e asa. Quando chegámos ao local da queda, descobrimos que é um drone português de reconhecimento. É importante abater UAV de reconhecimento porque estabelecem rotas de voo [para os drones de ataque]. Em segundo, estão à procura das nossas posições para nos atacar”, segundo o comandante com o nome de código Prizrak.

Um técnico com o nome de Chita deixou elogios ao drone russo de interceção, o Lis, que aproxima-se dos seus alvos o mais possível para detonar um explosivo de 1 kg para os destruir. “É fácil de operar”, resume a TASS.

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