Mota-Engil e EDP Renováveis disparam e PSI acompanha ganhos europeus

A construtora assinou um contrato avaliado em 300 milhões de euros com a Petrobras e fez crescer a confiança dos consumidores, de tal forma que os títulos valorizaram mais de 4% nesta terça-feira.

Mota-Engil e EDP Renováveis disparam e PSI acompanha ganhos europeus
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A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta terça-feira, 24 de outubro, a ganhar 0,46% até aos 6.055,55 pontos. Em destaque estiveram a Mota-Engil e a EDP Renováveis, com os títulos a valorizarem bem acima da média.

Mota-Engil já fechou contratos de quatro mil milhões este ano

No caso da construtora, a cotação em bolsa subiu 4,38%, para 2,98 euros, na sequência de ser conhecido um contrato assinado com a Petrobras no valor de 300 milhões de euros. Em simultâneo, a elétrica, que aposta nas energias verdes, se adiantou 3,56% e alcançou os 14,38 euros. Entre as maiores perdas sobressai a Jerónimo Martins, na ordem de 1,66%, até aos 20,16 euros.

No que diz respeito aos principais índices europeus o sentimento foi idêntico, com o otimismo a tomar conta dos investidores. França registou a maior subida, em 0,63%, seguida pelo Euro Stoxx 50, que ganhou 0,55%, ao passo que a Alemanha escalou 0,53%. O principal índice do Reino Unido somou 0,14% e Itália avançou 0,03% Em terreno negativo ficou apenas Espanha, ao derrapar 0,23%.

O custo do barril de brent está a recuar 2,34%, agora nos 87,73 dólares, ao mesmo tempo que o crude cai 2,66%, até aos 83,22 dólares por barril.

“As bolsas europeias encerraram em alta, sustentadas pela reação positiva a algumas contas empresariais, como Puma, Hermes e algumas papeleiras na Europa, RTX, NextEra, General Electric, Spotify, 3M ou Verizon nos EUA”, de acordo com a análise do departamento de mercados acionistas do Millenium Investment Banking.

“Isto no dia em que dados preliminares sinalizaram que a atividade na zona euro agravou o ritmo de contração em outubro, em contraste com a aceleração do ritmo de expansão que terá ocorrido nos EUA. Pela negativa, a desilusão nas contas do Barclays castigou o setor da Banca, o que acabou por justificar a pior performance do IBEX”, assinalam os mesmos analistas.

“Em solo luso de notar o disparo da Mota-Engil, que ganhou um novo contrato no Brasil. Muito animado continua o setor das criptomoedas, perante o disparo da Bitcoin, fazendo-se sentir na negociação de Nova Iorque em títulos como Marathon Digital, Riot Technology, Cleanspark e Microstrategy”, acrescenta-se ainda.

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