Ministro das Finanças diz que venda do Novobanco a franceses evita concentrações excessivas

Com esta operação e os dividendos distribuídos, o Estado consegue arrecadar cerca de dois mil milhões de euros. "Uma recuperação significativa dos fundos públicos utilizados na reestruturação do Novobanco", aponta Miranda Sarmento

Ministro das Finanças diz que venda do Novobanco a franceses evita concentrações excessivas
Miranda Sarmento e Nicolas Namias BPCE

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, considera que a venda do Novobanco aos franceses do BPCE evita a concentração excessiva do sistema bancário português nas mãos de entidades espanholas, quando o La Caixa, dono do BPI, foi o candidato preterido na operação.

Joaquim Miranda Sarmento falava na cerimónia de assinatura dos acordos de venda da participação conjunta de 25% da Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) e do Fundo de Resolução (FdR) no capital do Novobanco

“Conforme sempre foi defendido por este Governo, esta operação reforça a diversificação do sistema bancário nacional, evitando concentrações excessivas e assegurando o equilíbrio e a competitividade do mercado financeiro português”, afirmou.

“Consegue assegurar uma recuperação significativa dos fundos públicos utilizados na reestruturação do Novobanco”, enfatizou.

O FdR, com 13,54% do capital, e o Tesouro, com 11,46%, estavam vinculados a uma cláusula de venda obrigatória (drag-along), nas mesmas condições em que a norte-americana Lone Star Funds vendeu a sua posição de 75% do quarto banco português ao BPCE. O negócio garante ao Estado português pelo menos 1.686 milhões de euros.

“A venda das participações no Novobanco, associada à distribuição de dividendos que ocorreu este ano, permite ao Estado recuperar quase dois mil milhões de euros dos fundos injetados na instituição”, salientou Miranda Sarmento.

Como antes tinha referido o CEO do BPCE, o ministro das Finanças também apontou que esta operação “representa um sinal de confiança” no país, na economia portuguesa e no “sistema financeiro nacional”.

“Será uma mais-valia no apoio ao financiamento aos cidadãos e às empresas portuguesas”, acrescentou.

 

Relacionado