Membro do BCE defende novas subidas das taxas diretoras apesar de baixa do petróleo

“Na perspetiva atual, teremos de aumentar ainda mais as taxas de juro para que a inflação volte ao nosso objetivo de 2% a médio prazo”, explicou Schnabel numa entrevista ao semanário Die Zeit, hoje publicada e citada pela agência noticiosa Efe.

Membro do BCE defende novas subidas das taxas diretoras apesar de baixa do petróleo
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A membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE) Isabel Schnabel insistiu hoje numa nova subida das taxas de juro na zona euro, mesmo com a forte queda do preço do petróleo após o acordo entre EUA e Irão.

“Na perspetiva atual, teremos de aumentar ainda mais as taxas de juro para que a inflação volte ao nosso objetivo de 2% a médio prazo”, explicou Schnabel numa entrevista ao semanário Die Zeit, hoje publicada e citada pela agência noticiosa Efe.

No entender da economista alemã, “o alcance e o momento das futuras medidas dependerão da evolução do conflito, da economia e da inflação”.

Schnabel também apontou que, apesar da recente redução dos preços da energia, estes continuam em níveis acima do verificado antes do início da guerra.

“Analisamos, em particular, os preços da energia para entrega nos próximos anos e estes são elevados”, sublinhou.

Schnabel acrescentou que um acordo duradouro entre EUA e Irão melhorou as perspetivas, mas que a política monetária não baixa a guarda apenas com um cessar-fogo.

O BCE aumentou as taxas de juro diretoras pela primeira vez em três anos em 11 de junho, tendo a taxa aplicável aos depósitos bancários subido 25 pontos base para 2,25%. Para Schnabel, este não é um valor restritivo para o crescimento da economia.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 22 e 23 de julho, em Frankfurt.

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