‘Mais Habitação’. Fim dos benefícios fiscais “será golpe terrível para as famílias”, aponta proptech Imovendo

Através de um documento a proptech imobiliária indica os cinco principais pontos que considera vão ter maior impacto na aplicação do programa do Governo.

‘Mais Habitação’. Fim dos benefícios fiscais “será golpe terrível para as famílias”, aponta proptech Imovendo
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O fim dos benefícios fiscais (IMT, IMI, IRS e IVA) anunciados pelo Governo com a introdução do programa ‘Mais Habitação’, “será um golpe terrível para as famílias portuguesas e para o setor imobiliário em Portugal”, aponta a proptech imobiliária ‘imovendo’.

A empresa considera que tais medidas vão aumentar os custos e desmotivar os investidores, algo que “vai perpetuar a crise habitacional e resultar na redução da atividade económica”.

Como tal, a propetch imobiliária enumerou os cinco principais pontos que considera vão ter maior impacto na aplicação do programa ‘Mais Habitação do Governo.

Encarecimento da compra da primeira habitação: Com o desaparecimento da isenção de IMT e IVA, as despesas associadas à aquisição de uma primeira habitação aumentarão significativamente. Por exemplo, antes, um jovem casal que adquirisse uma casa com o intuito de a reabilitar podia beneficiar da isenção de IMT, mas agora esse benefício deixou de existir. Com o aumento dos custos, muitas famílias de classe média podem ver-se impedidas de realizar o sonho de possuir um lar próprio.

Desincetivo à reabilitação urbana: A reabilitação urbana foi uma estratégia crucial para revitalizar áreas degradadas e preservar o património arquitetónico português. No entanto, com o fim dos benefícios fiscais de IMI para prédios reabilitados, muitos proprietários e investidores ficarão desmotivados para apostar na renovação de edifícios antigos. Por exemplo, um edifício histórico numa área degradada, que anteriormente beneficiava de isenção de IMI após a sua reabilitação, agora verá esse incentivo desaparecer. Isso resultará numa diminuição de projetos de reabilitação, afetando o desenvolvimento urbano do país.

Impacto na economia e emprego: O setor imobiliário tem sido uma das forças impulsionadoras da economia portuguesa. Contudo, com o desaparecimento dos benefícios fiscais, haverá uma redução na atividade do mercado imobiliário. Menos transações imobiliárias significam menos empregos e menos receitas fiscais para o Estado. Antes, a isenção de IMT para imóveis reabilitados atraía investidores e estimulava a criação de empregos na indústria da construção civil e alojamento local. Agora, esse incentivo desapareceu, o que poderá resultar numa crise em vários setores.

Acesso à habitação: Portugal já enfrenta uma crise habitacional preocupante, com uma oferta limitada de habitações a preços acessíveis. O fim dos benefícios fiscais apenas agravará esta situação, tornando o acesso à habitação ainda mais difícil para as famílias de baixo e médio rendimento. Esta medida ignora a necessidade urgente de garantir o direito básico de uma habitação digna para todos os cidadãos e aprofunda as desigualdades sociais.

Desinvestimento estrangeiro: Nos últimos anos, Portugal tornou-se num destino atrativo para investidores estrangeiros, que encontravam nos benefícios fiscais uma motivação para investir no mercado imobiliário português. Por exemplo, a isenção de IRC para rendimentos obtidos por fundos de investimento imobiliário estimulava o investimento estrangeiro no setor. Com o desaparecimento desses benefícios, investidores estrangeiros podem agora reconsiderar os seus investimentos, levando a uma diminuição do capital estrangeiro no mercado imobiliário nacional.

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