Os agricultores estão a precisar de apoio público com urgência para fazer aumentar o uso de tecnologia, que 82% dos trabalhadores do sector em Portugal consideram ser fundamental para o futuro da agricultura, já que permitirá fazer face às pressões ambientais e económicas existentes. Estas são conclusões do estudo “Agricultores e Digitalização”, encomendado pelo grupo Vodafone à Savanta ComRes.
Foram inquiridos 600 agricultores de 13 países europeus (incluindo Portugal) e africanos, as alterações climáticas são o fator mais vezes referido como ameaça ao sector. Em Portugal, todos os agricultores que participaram no estudo referiram precisamente este aspeto como algo que influencia a viabilidade financeira dos seus negócios. Outras ameaças são o aumento dos custos dos combustíveis e energia, assim como os baixos preços de venda de colheitas e gado e a falta de apoios.
De acordo com o estudo, 82% dos agricultores portugueses acreditam que as tecnologias vão contribuir para tornar as explorações mais resilientes e sustentáveis. O digital já permite reduzir o uso de fertilizantes e de água, assim como melhorar o solo e no futuro pode evoluir para patamares superiores, com 94% a planear investir em mais ferramentas digitais nos próximos 12 meses.
Entre as funcionalidades já em funcionamento estão os drones, rastreamento de viaturas e veículos autónomos, aplicações móveis que permitem monitorizar as condições climáticas e do solo, assim como soluções inteligentes de irrigação de culturas, entre outras ferramentas.
Porém, existem fatores a condicionar a transição do sector da agricultura para o digital, com 84% dos agricultores inquiridos em Portugal a referir a necessidade de receber urgentemente apoios financeiros do Estado. Além disso, 46% querem ter formação para uso de soluções digitais, ao passo que 42% consideram que uma melhoria da internet móvel seria uma mais-valia na utilização das ferramentas