As guerra de larga escala no Médio Oriente e na Ucrânia estão a contribuir para a subida dos preços dos alimentos, sobretudo através do aumento dos custos de produção. Além disso, a seca, as ondas de calor e os fenómenos climáticos extremos acrescentam maior preocupação, a prazo.
O petróleo, o gasóleo, o gás natural e os fertilizantes estão entre os principais fatores afetados pela escalada da guerra entre os Estados Unidos e o Irão. Em julho, o preço mundial do gasóleo registou um aumento homólogo de 36%, influenciado, em parte, pelas perturbações no estreito de Ormuz. Também os fertilizantes deverão ficar cerca de 22% mais caros este ano.
A guerra na Ucrânia constitui outro fator de pressão sobre os preços dos produtos alimentares. Os cereais, que representam um quarto do índice mundial de preços dos alimentos, estão particularmente expostos, uma vez que a Rússia e a Ucrânia têm um peso relevante no comércio internacional de trigo e milho.
Os ataques a portos, terminais de carga e navios dos dois países, juntamente com as dificuldades nas exportações através dos mares Negro e de Azov, poderão comprometer cerca de 86 milhões de toneladas de capacidade anual de exportação de cereais. Deste total, 52 milhões de toneladas correspondem à Rússia e 34 milhões à Ucrânia, o equivalente a quase 17% das exportações mundiais.
Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura mostram ainda que, em julho, os preços internacionais das matérias-primas alimentares estavam 1% acima dos valores registados no mesmo mês do ano anterior. Entre os principais aumentos destacam-se os cereais, com uma subida de 6,9%, e os óleos vegetais, que encareceram cerca de 17,3%.
Os celeiros do mundo estão a mudar. E o risco não é ficarmos sem pão… é ele ficar muito mais caro
Há uma pergunta que parece exagerada: poderá o mundo ficar sem cereais? Por enquanto, os números dizem que não. O planeta continua a produzir enormes quantidades de trigo, milho, arroz e outros cereais e as reservas mundiais permanecem em níveis confortáveis. Mas existe uma pergunta mais interessante — e bastante mais inquietante: o que acontece se várias das regiões que alimentam o mundo tiverem uma má colheita no mesmo ano?
É esta possibilidade que começa a preocupar os investigadores. Um estudo publicado em abril de 2026 na Geophysical Research Letters, da autoria de Amitesh Sabut e Ashok Mishra, coloca o problema de uma forma particularmente importante.
Os investigadores estudaram a evolução das chamadas secas acompanhadas por ondas de calor, isto é, períodos em que a falta de água e temperaturas excepcionalmente elevadas se combinam, e analisaram o que poderá acontecer nas principais regiões agrícolas mundiais.
O trabalho chama-se Escalating Compound Drought-Heatwaves and Demographic Shifts Threaten Simultaneous Global Breadbasket Failures e utiliza dados históricos e projeções climáticas para avaliar o risco até ao final do século.
A conclusão não é que o mundo ficará sem comida. É mais subtil. O estudo aponta para uma maior probabilidade de vários grandes centros produtores enfrentarem condições adversas ao mesmo tempo. E, num sistema alimentar global dependente de poucos grandes exportadores, essa coincidência pode ser muito mais perigosa do que uma seca isolada.
Por enquanto, os celeiros continuam cheios
A fotografia de 2026 não é de escassez. A FAO estima que a produção mundial de cereais em 2026/27 se situe em cerca de três mil milhões de toneladas. O consumo deverá atingir aproximadamente 2,96 mil milhões de toneladas e as reservas no final da campanha deverão rondar 957,8 milhões de toneladas.
O rácio entre stocks e utilização deverá manter-se em 32%, praticamente inalterado. É uma almofada importante contra choques de curto prazo.
Há, contudo, diferenças significativas entre culturas. A produção mundial de trigo deverá cair 4,3%, para 806,5 milhões de toneladas em 2026. A FAO aponta, entre outros fatores, para perspectivas menos favoráveis na Austrália, onde aumenta a preocupação com condições de precipitação abaixo da média associadas ao risco de El Niño.
Nos cereais secundários, onde se inclui o milho, a situação é mais confortável: a FAO prevê 1,624 mil milhões de toneladas, praticamente ao nível do ano anterior, com melhores perspetivas para várias grandes regiões produtoras. As reservas mundiais de milho e cevada também deverão aumentar.
Ou seja: não estamos perante uma crise mundial de abastecimento. Estamos perante um sistema que ainda dispõe de margem, mas que começa a mostrar onde estão as suas fragilidades.
A próxima década ainda parece relativamente tranquila
O OECD-FAO Agricultural Outlook 2026-2035 oferece uma perspectiva semelhante. A produção mundial de cereais deverá atingir cerca de 3,24 mil milhões de toneladas em 2035, segundo a atualização mais recente do relatório. O aumento será conseguido sobretudo através de maiores rendimentos agrícolas, enquanto a área colhida crescerá apenas marginalmente.
A previsão é particularmente interessante porque mostra até que ponto o sistema alimentar dependerá da produtividade.
A área mundial colhida de cereais deverá chegar a aproximadamente 763 milhões de hectares em 2035, apenas cerca de 15 milhões acima do período de referência. Em contrapartida, o rendimento médio deverá crescer cerca de 0,9% por ano, atingindo aproximadamente 4,2 toneladas por hectare.
É como tentar correr mais depressa sem aumentar o tamanho da pista. E isso funciona — desde que as condições permitam.
O trigo terá de produzir mais com praticamente a mesma terra
A OCDE e a FAO projetam que a produção mundial de trigo aumente cerca de 74 milhões de toneladas até 2035, chegando a 877 milhões de toneladas.
A Índia deverá contribuir com cerca de 29% desse crescimento, enquanto Rússia, Argentina e Paquistão deverão representar em conjunto outros 40%. China, Índia e União Europeia deverão produzir aproximadamente dois terços do trigo mundial em 2035.
Mas existe uma concentração adicional que importa para quem compra trigo no mercado internacional.
A Rússia deverá continuar a ser o maior exportador mundial, com cerca de 60 milhões de toneladas em 2035, aproximadamente um quarto do comércio internacional.
A União Europeia deverá permanecer em segundo lugar, com exportações superiores a 32 milhões de toneladas. Estados Unidos e Canadá representarão, em conjunto, cerca de um quarto do comércio mundial.
Produzir é uma coisa. Exportar é outra. E, para um país importador, é o segundo número que interessa quando chega a hora de comprar.
No milho, a concentração é ainda maior
A história do milho é talvez mais reveladora. A produção mundial deverá crescer cerca de 171 milhões de toneladas até 2035, atingindo aproximadamente 1,43 mil milhões de toneladas. Brasil, China e Estados Unidos deverão liderar o crescimento.
Mas o comércio internacional continuará extraordinariamente concentrado.
Estados Unidos, Brasil, Argentina e Ucrânia deverão representar cerca de 90% das exportações mundiais de milho em 2035.
É aqui que a questão climática se cruza com a geopolítica.
Se uma grande região produtora tiver uma má colheita, o mercado pode procurar outro fornecedor. Se dois ou três grandes exportadores tiverem problemas simultaneamente, essa capacidade de compensação diminui.
E se a dificuldade agrícola coincidir com uma guerra, uma interrupção das rotas marítimas ou uma restrição às exportações, o problema pode multiplicar-se.
O milho não termina no milho
Há outra razão para prestar atenção a esta cultura. A OCDE e a FAO estimam que o consumo mundial de milho para alimentação animal atinja 747 milhões de toneladas em 2035, mais 103 milhões do que no período de referência.
Isto significa que uma subida do preço do milho não fica necessariamente confinada ao mercado dos cereais.
Pode chegar às rações. E das rações passa para os custos de produção de carne, leite e ovos.
O trigo tem uma ligação ainda mais direta ao consumidor: cerca de dois terços do seu consumo mundial continuarão destinados à alimentação humana. A procura deverá crescer especialmente na Ásia, Norte de África e África subsaariana.
Uma crise dos cereais pode, portanto, chegar à mesa por duas portas diferentes: através da farinha e através da alimentação animal.
E depois há a cevada, quase sempre esquecida
A cevada não tem a dimensão do trigo ou do milho, mas desempenha um papel relevante na alimentação animal e na indústria cervejeira.
A OCDE e a FAO preveem que os chamados “outros cereais” — onde estão a cevada, o sorgo, o centeio, a aveia e o milheto — atinjam 331 milhões de toneladas em 2035, mais cerca de 35 milhões do que atualmente.
O comércio destes cereais continuará muito menor do que o do trigo e do milho, mas também será concentrado: União Europeia, Rússia, Canadá, Austrália e Argentina deverão representar cerca de 81% das exportações em 2035.
E há um efeito económico importante. Quando o milho ou o trigo ficam mais caros, outros cereais tornam-se mais procurados. A pressão pode, portanto, atravessar culturas diferentes.
É aqui que entra o estudo de 2026
Sabut e Mishra olham para um problema que as estatísticas de produção anual não mostram bem. Uma seca pode ser grave. Uma onda de calor pode ser grave. Mas uma seca que ocorre ao mesmo tempo que uma onda de calor é uma combinação particularmente perigosa para a agricultura.
Os autores analisaram seis grandes regiões agrícolas: as pradarias canadianas, a Europa Central, o centro dos Estados Unidos, o Nordeste da China, as Pampas sul-americanas e a Planície Indo-Gangética.
São regiões muito diferentes, mas têm uma coisa em comum: estão entre as zonas que ajudam a alimentar populações muito maiores do que aquelas que vivem diretamente nelas.
O estudo conclui que estes episódios compostos deverão tornar-se mais frequentes e mais prolongados à medida que o planeta aquece. Sob o cenário de emissões elevadas analisado pelos autores, o aumento é particularmente acentuado em algumas regiões agrícolas.
Na Planície Indo-Gangética, por exemplo, as projeções apontam para um aumento significativo da duração destes episódios extremos. No centro dos Estados Unidos e na Europa Central, o padrão também se agrava.
O mais importante, contudo, não é um número isolado. É a coincidência.
Quanto maior for a probabilidade de estes acontecimentos ocorrerem simultaneamente em diferentes regiões produtoras, menor será a capacidade do mercado mundial para substituir rapidamente uma colheita perdida.
O estudo não prevê uma fome mundial
O trabalho de Sabut e Mishra não prevê que o mundo ficará sem cereais em 2050. Também não calcula uma subida específica do preço do trigo ou do milho em 2050. O que faz é mostrar que o risco climático que está por detrás de possíveis quebras de produção pode tornar-se mais sincronizado. Isso é diferente — e cientificamente muito mais rigoroso.
A consequência económica é uma hipótese que resulta da combinação deste estudo com aquilo que sabemos sobre o funcionamento dos mercados agrícolas: se várias grandes regiões produtoras perderem rendimento ao mesmo tempo, os preços podem reagir muito mais rapidamente do que a produção consegue ser reposta.
Já estamos a ver uma parte desta vulnerabilidade
O IPCC ajuda a perceber que isto não é apenas uma preocupação para o futuro.
Na sua avaliação dos efeitos observados das alterações climáticas, o painel concluiu que, entre 1981 e 2010, a mudança climática já tinha reduzido os rendimentos médios globais do milho em cerca de 4,1% e do trigo em cerca de 1,8%, quando comparados com um cenário contrafactual sem o aquecimento observado.
O intervalo de incerteza é significativo, pelo que estes valores não devem ser tratados como uma medição exacta da produção perdida, mas como uma estimativa do efeito climático isolado.
O mesmo relatório mostra uma realidade desigual: algumas regiões de maior latitude podem beneficiar temporariamente de temperaturas mais elevadas, enquanto zonas mais quentes e secas, incluindo partes do Mediterrâneo, sofrem efeitos negativos mais fortes.
O problema não é simplesmente haver “mais calor”. É haver uma mudança na geografia onde é possível produzir bem.
2050 pode ser o ano em que a margem começa a desaparecer
Não existe uma previsão única para 2050. Existem cenários.
Num cenário de forte adaptação, agricultores poderão recorrer a variedades mais resistentes, alterar calendários de sementeira, melhorar a gestão da água e aumentar a eficiência dos fatores de produção.
Num cenário intermédio, a tecnologia compensa apenas parte das perdas e os rendimentos tornam-se mais instáveis.
Num cenário de emissões elevadas, os extremos tornam-se suficientemente frequentes para que a capacidade de adaptação seja cada vez mais importante.
O IPCC mostra, por exemplo, que os rendimentos das culturas alimentares tendem a diminuir com níveis crescentes de aquecimento e que a adaptação reduz parte dessas perdas, mas não elimina completamente os impactos.
Há ainda outro estudo que merece entrar nesta história.
Uma investigação publicada em 2025 na Nature analisou mais de 12 mil regiões agrícolas em 54 países e concluiu que a adaptação pode reduzir uma parte importante dos efeitos do aquecimento, mas não os elimina. O trabalho projeta perdas de rendimento em várias culturas fundamentais mesmo quando se considera que os agricultores conseguem adaptar-se.
A mensagem comum destes trabalhos é que a adaptação é decisiva, mas não é uma espécie de seguro contra qualquer nível de aquecimento.
E quanto aos preços?
Aqui convém separar o que sabemos do que podemos imaginar.
A OCDE e a FAO, no seu cenário de referência, não preveem uma explosão dos preços reais dos cereais na próxima década. Pelo contrário, esperam que os ganhos de produtividade mantenham o crescimento da oferta próximo do crescimento da procura e exerçam alguma pressão descendente sobre os preços em termos reais.
Em valores nominais, contudo, a previsão é de preços mais elevados até 2035: cerca de 307 dólares por tonelada para o trigo, 236 dólares para o milho e 256 dólares para os restantes cereais grosseiros, incluindo a cevada.
Mas estas são as previsões do cenário de referência.
Um choque climático simultâneo não está incorporado como uma certeza nessas trajetórias.
E já em 2026 os mercados mostram como podem reagir a notícias sobre produção e exportações. Em julho, o índice de preços dos cereais da FAO subiu 3,4% num único mês e estava 6,9% acima do valor de julho de 2025. O trigo subiu 5,8% em julho e estava 9,9% acima do ano anterior, num contexto de preocupações com as exportações do Mar Negro e danos em infraestruturas de exportação, além do impacto de ondas de calor em alguns produtores.
Não é uma previsão do futuro. É uma demonstração da velocidade a que o mercado consegue reagir.
O verdadeiro risco pode estar no comércio
Há um número da OCDE-FAO que merece ser guardado.
Em 2035, cerca de 18% de toda a produção mundial de cereais deverá atravessar fronteiras, contra 17% atualmente.
Isso significa que uma parte relativamente pequena da produção mundial é responsável por equilibrar enormes diferenças entre países produtores e consumidores.
E essa dependência está concentrada.
No milho, os quatro maiores exportadores deverão representar 90% do comércio mundial.
No trigo, a Rússia deverá responder por aproximadamente um quarto das exportações.
No arroz, os cinco maiores exportadores deverão representar cerca de 81% do comércio mundial em 2035.
O mundo produz muito cereal, mas o mercado internacional não tem uma distribuição tão ampla quanto a produção global pode fazer parecer.
É esta concentração que transforma uma má colheita regional numa questão internacional.
Portugal não precisa de ter uma má colheita para ter um problema
É talvez aqui que a questão se torna mais próxima.
Uma seca nos Estados Unidos não seca os campos portugueses.
Uma onda de calor na Índia não destrói diretamente o trigo português.
Uma guerra no Mar Negro não fecha necessariamente uma padaria em Lisboa.
Mas os efeitos económicos viajam.
Chegam através dos cereais importados, das rações, dos custos de transporte, dos fertilizantes e da energia.
Portugal está, por isso, ligado aos grandes celeiros mundiais mesmo sem ser um deles.
A segurança alimentar portuguesa não depende apenas do que conseguimos cultivar. Depende também da capacidade de continuar a comprar aquilo que não produzimos em quantidade suficiente.
O cenário que ninguém deve desejar
Imagine-se 2050. Não é preciso imaginar campos completamente mortos. Basta imaginar uma sucessão de anos difíceis. Num ano, o milho americano sofre. Noutro, o trigo europeu é atingido pelo calor. Depois, uma seca afeta a produção brasileira. Mais tarde, uma combinação de calor e falta de água atinge a Índia. E então chega o ano em que duas ou três destas coisas acontecem ao mesmo tempo.
É nesse momento que o estudo de Sabut e Mishra ganha todo o seu significado. O perigo não está necessariamente numa catástrofe agrícola única. Está na possibilidade de os acontecimentos extremos deixarem de ser suficientemente independentes para que uma região consiga compensar a outra.
O mercado mundial vive da capacidade de substituir. Quando essa capacidade diminui, os preços fazem o trabalho de racionamento. E o primeiro sinal de uma crise alimentar pode não ser uma prateleira vazia. Pode ser uma etiqueta de preço.
Os celeiros podem continuar a produzir. Mas terão de trabalhar mais
É esta, talvez, a conclusão mais honesta que os dados permitem hoje.
A FAO não prevê uma escassez mundial de cereais. As reservas continuam elevadas e a produção de 2026 mantém-se em níveis historicamente fortes.
A OCDE e a FAO preveem mais produção até 2035: 3,24 mil milhões de toneladas de cereais, 877 milhões de toneladas de trigo, 1,43 mil milhões de milho, 601 milhões de arroz e 331 milhões de outros cereais.
Mas esse crescimento depende sobretudo de produtividade. E o clima está a tornar mais difícil garantir que essa produtividade seja estável.
O estudo de Sabut e Mishra acrescenta uma preocupação nova: não basta saber se uma determinada região terá uma seca. É preciso saber se várias regiões produtoras poderão ter, ao mesmo tempo, seca e calor extremo.
É uma diferença pequena na pergunta. Mas pode ser enorme na resposta. Talvez o mundo não caminhe para um futuro sem pão. Talvez caminhe para um futuro em que produzir pão seja mais difícil, comprá-lo seja mais caro e garantir que todos conseguem fazê-lo dependa cada vez mais de uma coisa que não controlamos inteiramente: que os grandes celeiros do planeta tenham chuva — e não demasiada, nem de menos — precisamente quando dela precisam.
Quais são os celeiros do mundo?
Quando se fala nos “celeiros do mundo”, não existe uma lista oficial única. A expressão é usada para identificar países ou grandes regiões agrícolas que produzem enormes quantidades de alimentos e, sobretudo, desempenham um papel relevante no abastecimento dos mercados internacionais. O peso de cada um varia consoante o cereal: alguns são gigantes na produção, mas consomem quase tudo internamente; outros produzem excedentes que alimentam países muito distantes.
Entre os principais celeiros encontram-se:
- Estados Unidos — uma das grandes potências agrícolas mundiais e um dos principais produtores e exportadores de milho, trigo e soja. O Midwest e as Grandes Planícies estão entre as regiões agrícolas mais produtivas do planeta.
- União Europeia — um dos grandes celeiros mundiais de trigo, cevada e outros cereais. França, Alemanha, Polónia, Roménia, Hungria e outros países contribuem para uma enorme produção continental. A UE é também um importante exportador de trigo e cevada.
- Rússia — uma das maiores potências mundiais do trigo, sendo o principal exportador mundial. As extensas áreas agrícolas das estepes russas permitem uma produção em grande escala.
- Ucrânia — historicamente conhecida como um dos grandes celeiros da Europa, graças aos seus solos negros, os chernozem. É especialmente importante na produção e exportação de milho, trigo e cevada, embora a guerra tenha alterado profundamente a produção e as exportações.
- Brasil — potência agrícola mundial e líder na produção e exportação de soja, além de um dos maiores produtores e exportadores de milho. A sua importância para os mercados agrícolas internacionais tem crescido rapidamente.
- Argentina — um dos grandes fornecedores mundiais de milho, trigo e soja, além de uma potência nas exportações de carne bovina. As férteis Pampas constituem uma das grandes regiões agrícolas do planeta.
- China — um gigante da produção agrícola, sobretudo de arroz e trigo, mas com uma diferença fundamental: devido à sua enorme população, grande parte da produção é consumida internamente. É, por isso, uma superpotência agrícola, mas não necessariamente um dos grandes exportadores de cereais.
- Índia — uma das maiores produtoras mundiais de arroz e trigo, além de leguminosas e outros produtos agrícolas. Tal como a China, grande parte da produção destina-se ao mercado interno.
- Canadá — importante produtor e exportador de trigo, cevada e canola, com as pradarias canadianas a constituírem uma das grandes regiões cerealíferas do mundo.
- Austrália — grande exportador de trigo e cevada, com particular importância para os mercados asiáticos. A sua agricultura, contudo, está muito exposta à variabilidade da precipitação e aos ciclos de seca.