As grandes instituições financeiras em Portugal continuaram a registar lucros fortes nos primeiros três meses do ano, à boleia das taxas de juro ainda elevadas. No entanto, alertam os analistas da DBRS, a tendência de abrandamento dos resultados que já se verifica deverá manter-se.
“Os maiores bancos portugueses registaram novamente lucros fortes no inicio deste ano”, com as “receitas obtidas com as taxas de juro mais elevadas e rápido ajustamento dos empréstimos a continuarem a superar o aumento mais modesto dos custos operacionais”, indica a DBRS numa nota divulgada esta terça-feira.
“Embora [os números] ainda [sejam] muito fortes, este abrandamento do crescimento dos resultados face a anos anteriores é uma tendência que prevemos que continue”, referem os analistas, notando, por outro lado, que as contas “também foram suportadas por um regresso a níveis mais normais de provisionamento e imparidades graças a um cenário macroeconómico melhor do que o esperado”.
Além disso, acrescentam, a “resiliente qualidade dos ativos e posições adequadas de capital e liquidez caracterizaram o forte desempenho do primeiro trimestre” dos maiores bancos nacionais, numa análise que inclui a Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Novobanco, Banco Montepio, BPI e Santander Portugal.
Os seis bancos que apresentaram contas do primeiro trimestre – CGD, BCP, Novobanco, Santander, BPI e Banco Montepio – reportaram lucros que, no seu conjunto, somam 1,26 mil milhões de euros. Esta evolução traduz um aumento de mais de 33% em comparação com o período homólogo.
Aos 394,5 milhões de euros da CGD somam-se 234,2 milhões do BCP, 180,7 milhões de lucros do Novobanco, 294,4 milhões de euros do Santander, 121 milhões de lucros consolidados do BPI e 32,1 milhões do Banco Montepio.