Madeira: União dos Sindicatos solidária com jovens trabalhadores defende subida do salário mínimo para mil euros

A USAM defendeu outras medidas como a eliminação da precariedade e o acesso a postos de trabalho permanentes, com Direitos e com vínculos efetivos, e a subida generalizada de 15% nos salários, com um referencial mínimo de 150 euros.

Madeira: União dos Sindicatos solidária com jovens trabalhadores defende subida do salário mínimo para mil euros
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A União dos Sindicatos da Madeira (USAM) expressou solidariedade com os jovens trabalhadores, esta quarta-feira, no dia nacional da juventude trabalhadora. A estrutura sindical defendeu uma subida geral dos salários de 15%, com um referencial mínimo de 150 euros, e um salário mínimo de mil euros.

“No ano em que se comemora o 50º Aniversário do 25 de Abril de 1974, a União dos Sindicatos da Madeira expressa toda a sua solidariedade com a geração atual de jovens trabalhadores. Reconhecemos os desafios que eles enfrentam e solidarizamo-nos e apoiamos as suas reivindicações por melhores condições de vida e de trabalho”, disse a estrutura sindical.

A USAM identificou várias dificuldades enfrentadas pelos jovens, onde incluiu a precariedade laboral, a habitação inacessível, e a falta de respostas políticas.

“Muitos jovens estão presos em empregos temporários, contratos precários e instáveis, e baixos salários. A falta de segurança no emprego afeta negativamente a sua qualidade de vida e construção de família. Os altos preços de aluguel e a escassez de moradias acessíveis tornam difícil para os jovens encontrar um lar adequado. Os jovens frequentemente sentem que as suas vozes não são ouvidas pelos decisores políticos (governantes). A ausência de políticas específicas para atender às suas reivindicações e necessidades é uma preocupação persistente”, detalhou a estrutura sindical sobre as dificuldades que os jovens enfrentam.

No que diz respeito à Madeira a estrutura sindical considerou que existem “desafios e preocupações” específicas.

“A percentagem de jovens entre os 16 e 34 anos que não estão empregados, nem estudando ou em formação (conhecidos como “geração nem-nem”) atingiu o mínimo na Região da Madeira no ano passado. Isso reflete a dificuldade enfrentada por muitos jovens em encontrar oportunidades de emprego estáveis e adequadas. Devido aos empregos precários, aos baixos salários e ao aumento dos preços da habitação, a maioria esmagadora dos jovens entre 15 e 24 anos ainda vive com os seus pais na Madeira. A capacidade de sair de casa cedo diminuiu, tornando a independência financeira um desafio para muitos jovens. Essas questões destacam a necessidade contínua de políticas e programas que apoiem os jovens, proporcionando-lhes oportunidades de emprego, habitação acessível e um futuro mais próspero e promissor”, disse a USAM.

Face a isto a estrutura sindical defendeu várias medidas que permitam colocar fim à precariedade laboral. Nessa área a USAM reivindica a “eliminação da precariedade e o acesso a postos de trabalho permanentes, com Direitos e com vínculos efetivos”.

A estrutura sindical quer também um aumento geral dos salários que seria traduzido num aumento geral de 15% nos salários, com um referencial mínimo de 150 euros e ainda o salário mínimo nacional em mil euros, em 2024.

“A juventude quer queiramos quer não, é a força motriz da sociedade. Acreditamos que, através da ação coletiva, podemos alcançar mudanças significativas. Instamos os jovens a se Sindicalizarem e a se unirem, a participarem em manifestações e a continuarem a luta pelos seus direitos, muitos deles conseguidos com as Lutas de Abril. Juntos, construiremos um futuro mais justo, mais solidário e mais próspero para todos, onde todos se sintam incluídos na sociedade”, disse a estrutura sindical.

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