O secretário regional das Finanças, Rogério Gouveia, em entrevista ao Económico Madeira, não mostra preocupações com os indicadores de arrefecimento na atividade económica que vão sendo mostrados no Indicador Regional de Atividade Económica (IRAE).
Desde maio de 2022 que o IRAE apesar de se manter em terreno positivo dá sinais de abrandamento.
Em outubro a atividade económica da Região cresceu 0,8% o que se traduz no menor crescimento mensal do ano, caindo para baixo dos 1%. Isto ainda não tinha acontecido em 2022.
Os maiores sinais de abrandamento começaram a ocorrer em julho quando a economia regional cresceu 2,6%, mas distante dos 5,1% de junho.
Em agosto o crescimento foi de 1,8% e em setembro a economia regional registou um crescimento de 1%.
O governante prefere destacar que a atividade económica da Madeira tem estado em crescimento, entre abril de 2021 e outubro de 2022, depois de ter estado em terreno negativo, entre abril de 2020 e março de 2021, devido ao impacto da pandemia da Covid-19.
“Não parece que seja preocupante porque temos de ver numa perspetiva do ritmo de recuperação que o IRAE teve no início da saída da pandemia, quando inverteu para tereno positivo, o crescimento do indicador foi bastante acentuado. Será natural que venha a ajustar para terreno positivo no entanto o que se perspetiva é que ele se mantenha em terreno positivo. Isso é que é importante. Não é o ritmo de redução da velocidade de crescimento que me preocupa. O que me preocupa é que ele continue em terreno positivo. E isso de facto está a acontecer. Não podemos ignorar todas estas condicionantes que impactam também a economia da região. Nós vivemos numa economia virada para o exterior que fica sempre suscetível a ser impactada por qualquer acontecimento exógeno que se possa verificar”, diz Rogério Gouveia quando questionado sobre estes sinais de abrandamento da atividade económica na Região Autónoma da Madeira.
O governante salienta que os indicadores que a Região possui, ao nível do IRAE, permite concluir que esse indicador “se virá a manter em terreno positivo” nos próximos meses e que a taxa de crescimento que foi estimada no cenário macroeconómico do orçamento, que se situa no crescimento do PIB de 1,3%, se vá verificar no final do ano.
Conteúdo da edição do Económico Madeira de 7 de fevereiro.