A Iniciativa Liberal Madeira considerou que o sector do táxi tem de acompanhar as novas tecnologias e os novos modelos de negócio.
“O serviço de transporte de passageiros em veículos ligeiros tradicional, os táxis, tem de acompanhar as novas tecnologias, os novos métodos de gestão, pois mais eficientes, e os novos modelos de negócio, pois mais eficazes. É um mercado adormecido e protegido, ultrapassado pelas empresas de Transporte Individual de Passageiros em Veículo Descaracterizado (TVDE), que prestam um serviço de qualidade superior a um preço mais reduzido”, referiu o membro da coordenação da Iniciativa Liberal Madeira, José Augusto Martins.
A força partidária reagia à decisão do Tribunal Europeu que rejeitou a limitação de TVDE em Barcelona, uma decisão que a Região Autónoma da Madeira tinha também tomado.
A Iniciativa Liberal lembra que a decisão tomada pela Madeira levou à saída da Uber da Região.
O partido lembra que já tinha alertado que este tipo de restrições “só podem ser impostas para beneficiar interesses gerais, como por exemplo a proteção do meio ambiente e evitar um volume acentuado de tráfego, não podendo discriminar sectores específicos, como foi o caso do que o Governo Regional fez entre nós”, reforçando que esse argumento foi defendido na decisão do Tribunal Europeu.
José Augusto Martins defendeu que a a tecnologia e o serviço ao cliente “sobrepõem-se ao corporativismo e à lei”, acrescentando que “bloquear a concorrência com mais legislação e mais taxas, é um método ultrapassado”.
O membro da coordenação do partido sublinhou que um mercado concorrencial livre e a liberdade de iniciativa, “são princípios que a Iniciativa Liberal Madeira assume como invioláveis e fundamentais para os interesses da população”.
José Augusto Martins referiu que a oferta de serviços inovadores e tecnologicamente evoluídos é importante numa região que “promove a sua imagem além-mares” e também pela “importância que o sector do turismo representa”.
Contudo diz que “achar que a indústria do táxi é o mal de todos os pecados, não nos de passa pela cabeça”, sublinhando que o partido “está ciente” de que o sector do táxi “tem que se modernizar ou só tem a perder com isso. E quando referimos modernização queremos dizer, nem mais nem menos, que o sector do táxi tem que se “uberizar”
A força partidária diz que a adaptação da legislação nacional à região “reprimiu a saudável concorrência que beneficia sempre o consumidor, quando devia ter criado condições para a modernização, em livre concorrência, do transporte público de passageiros em viatura ligeira”.