A Alternativa Democrática Nacional (ADN) pediu que a Região Autónoma da Madeira legisle no sentido de proteger os consumidores de adquirirem produtos alimentares que contêm insetos, “que estão a ser introduzidos na nossa alimentação como sendo uma suposta fonte alternativa de proteína”.
O partido reivindica legislação que obrigue os estabelecimentos comerciais na Região Autónoma da Madeira a separar todos os produtos alimentares que utilizem como matéria-prima insetos, farinha de insetos ou outros produtos à base de insetos e que “os coloquem em local diferenciado, como usualmente já fazem com os produtos sem glúten, e os rotulem de forma bem visível e percetível com essa informação ao consumidor”.
A ADN acrescentou que este tipo de medida está em vigor em países como a Itália, a Hungria e a Polónia.
A força partidária refere que em Portugal, desde 2021, é permitido, “comercializar alimentos para consumo humano que utilizem como matéria-prima insetos, farinha de insetos ou outros produtos à base de insetos, que tem como objetivo a normalização de uma dieta alimentar feita à base de insetos, a reboque da defesa do mito das Alterações Climáticas”.
A ADN acusa a Organização das Nações Unidas (ONU) e outras entidades globalistas ou supranacionais de tudo estarem a fazer “para incentivar a produção de insetos como comida para seres humanos e rebanhos de animais, alegando que são uma fonte de proteína e micronutrientes e não geram grandes quantidades de gases prejudiciais ao clima, ao contrário dos bovinos e outros animais que são inimigos da agenda climática”.
O partido acrescentou que quem deseja introduzir insetos na sua alimentação “deve poder continuar a fazê-lo” acrescentando que a ADN como único partido que “verdadeiramente defende” a liberdade e os direitos individuais “não podia ter outra posição”.
Contudo, a ADN disse que “não aceita” que “nos obriguem a aderir a algo que julgamos ser insano e que é apoiado por uma histeria climática, com o objetivo final de obter controlo social por parte de todos os Governos mundiais”.
A ADN acrescentou que o partido vai continuar a informar a população sobre um novo mundo que entidades supranacionais e globalistas querem impor, “com a justificação de que estão a melhorar a nossa vida e que devemos abandonar o consumo de carne para passarmos a comer insetos, carne falsa criada em laboratório ou comida artificial. Com o ADN podem ter certeza de que isso nunca irá acontecer”.