O primeiro-ministro indigitado, Luís Montenegro, não deverá proceder a mudanças profundas na orgânica do Governo, cujos nomes irá levar ao Presidente da República a 28 de março, de acordo com informação avançada esta sexta-feira pelo JE.
Avança o JE que o líder da coligação que venceu as eleições legislativas antecipadas de 10 de março “ainda não fez contactos” mas está disposto a manter a orgânica do Executivo de António Costa, de forma a não atrasar a implementação de medidas, tendo em conta que a tomada de posse irá ocorrer a 2 de abril.
Ainda assim, avança o JE, Luís Montenegro pretende imprimir um cunho próprio ao Governo da AD com a criação de um ou dois ministérios novos. O JE sabe que as novas pastas poderão surgir com base nas matérias que já sinalizou pretender ter Conselhos Ministros temáticos dedicados a temas como a Transição Digital e o Combate à Burocracia.
Recorde-se que o XXIII Governo de Costa teve 17 ministros e 38 secretários de Estado (55 membros), menos 20% do que o Executivo precedente que tinha 19 ministros e 50 secretários de Estado. Um número de ministros que não deverá estar muito distante do que será apresentado a Marcelo na próxima semana, e que Montenegro quer que seja um governo de combate político, mas também de técnicos experientes.