Luís Máximo dos Santos: “É difícil ser presidente do Fundo de Resolução mas há coisas muito mais difíceis”

É considerado a cara do Fundo de Resolução (FdR) que foi essencial para vender o Novobanco que em 2017 ninguém acreditava que sobrevivesse. Esta semana fechou-se uma página desse longo caminho das pedras que foi feito para “salvar” o Novobanco.

Luís Máximo dos Santos: “É difícil ser presidente do Fundo de Resolução mas há coisas muito mais difíceis”
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É considerado a cara do Fundo de Resolução (FdR) que foi essencial para vender o Novobanco que em 2017 ninguém acreditava que sobrevivesse. Esta semana fechou-se uma página desse longo caminho das pedras que foi feito para “salvar” o Novobanco, porque foi fechado antecipadamente o Acordo de Capitalização Contingente (CCA) que vigorava desde 2017 e tinha maturidade até ao fim de 2025 e que expunha as contas públicas às perdas de alguns ativos do Novobanco. Este foi o pretexto para falar com Luís Máximo dos Santos que recusa louros desta conquista.“O fim do CCA resulta de um encontro de vontades entre todos os principais protagonistas deste assunto”.

O Novobanco “não foi salvo, foi vendido. Claro que os termos da venda tiveram custos para as finanças públicas, mas era inevitável e esses custos irão ser ressarcidos. Também os tem para o setor bancário, mas qualquer hipotética alternativa (se é que havia) seria muito pior”, disse. Lembra também que o FdR foi criado antes da sua chegada ao Banco de Portugal (BdP), em 2012, mas só chamou a atenção dos portugueses com a aplicação da medida de resolução ao BES, em 2014, e com os pagamentos ao Novobanco, a partir da venda ao fundo Lone Star. Foi o BES/Novobanco que pôs o FdR e o seu presidente nas páginas dos jornais.

Questionado sobre se é difícil ser presidente do FdR, responde que “é difícil mas não exageremos – há coisas muito mais difíceis”. Diz também que “nunca me senti mal-amado” e sabe que quem está neste tipo de funções “tem de saber admitir os pontos de vista dos outros mesmo quando não são bem fundamentados”, reconhecendo que o colapso do BES e do GES foi uma tragédia que atingiu muitas pessoas.

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