A Lufthansa anunciou hoje que aumentou os voos para Portugal devido à guerra no Médio Oriente com os turistas à procura de um verão em países europeus seguros, longe do conflito.
Por um lado, a companhia consegue ter mais aviões disponíveis devido ao cancelamento de algumas rotas devido à guerra. Por outro, o aumento da procura por férias na Europa, perante a impossibilidade de outras regiões, está a alimentar esta expansão.
A expansão das ofertas dos voos para o verão 2026 acontece devido ao “aumento na procura de viagens aéreas de turismo e negócios”.
Na Europa, vai acrescentar 540 rotas dos seus hubs em Frankfurt e Munique durante o período entre abril e outubro de 2026, “servindo tanto destinos turísticos na Europa do Sul como vários destinos na Europa do Norte”.
“Entre outros, a capacidade na Península Ibérica, Grécia e Itália vai ser expandida significativamente”, segundo o comunicado divulgado esta quarta-feira.
Um dos países que já está a ser afetado pela guerra, apesar de alguma distância do conflito, é a Turquia, que já regista quebra na procura turística, a par de Chipre.
Mas o azar de uns é a sorte de outros. Países como Portugal, Espanha, Itália e Grécia estão a ser beneficiados com o aumento da procura.
“O ambiente geopolítico continua altamente volátil, caracterizado por mudanças de curto-prazo e flutuações de mercado. Em particular, aumentos agudos no preço dos bilhetes devido aos custos elevados de combustível podem impactar a procura. No presente, todavia, a procura por viagens continua alta, apesar de terem sido implementados aumentos nos preços dos bilhetes”, pode-se ler.
Além da expansão de voos, “as companhias do grupo Lufthansa estão atualmente a desenvolver e a avaliar cenários para permitir uma rápida resposta a mudanças no ambiente do mercado, por exemplo, através do cancelamento de rotas deficitárias ou o retiro antecipado de aviões mais antigos”.
Os voos adicionais acontecem com o ajuste dos aviões que antes seguiam para o Médio Oriente, com os recursos disponíveis a poderem ser “utilizados eficientemente”.
“Este medida permite à Lufthansa e às outras companhias do grupo responderem flexivelmente à mudança de voos dos viajantes, influenciada por desenvolvimento geopolíticos”.