Lisboa e Porto voltaram a liderar o crédito habitação em 2025. Em conjunto, os dois distritos concentraram mais de 60% do total de crédito contratado ao longo do ano, confirmando a forte pressão imobiliária nos principais centros urbanos do país.
Ainda assim, fora destes grandes polos, o cenário é substancialmente diferente. Dados relativos a dezembro mostram que vários distritos registaram prestações mensais bastante inferiores à média de Lisboa e Porto. Coimbra, Viseu, Leiria, Aveiro e Beja surgem entre as zonas onde comprar casa continua a ser mais acessível.
Beja destaca-se de forma particular: a prestação média do crédito habitação ficou abaixo dos 200 euros mensais, um valor muito distante do esforço financeiro exigido nos distritos com maior procura. Esta diferença reflete não só os preços dos imóveis, mas também o montante de crédito contratado e o impacto das condições bancárias em cada região.
“Os números mostram que o mercado imobiliário português está longe de ser homogéneo. Enquanto Lisboa e Porto concentram a maior fatia do crédito, há distritos onde o esforço mensal das famílias é significativamente mais baixo”, explica Pedro Castro, Head of Operations e Crédito Habitação no ComparaJá.
Segundo o mesmo, estes dados reforçam a importância de uma análise cuidada antes de contratar crédito habitação. “Comparar propostas é essencial para perceber qual o banco que oferece as melhores condições para cada perfil. Pequenas diferenças nas taxas ou nos prazos podem traduzir-se em poupanças relevantes ao longo dos anos”, sublinha.
Num contexto marcado por grandes assimetrias regionais, a mensagem é clara: independentemente do distrito onde se compra casa, o melhor crédito habitação é aquele que pesa menos no orçamento mensal.