Lisboa ao mesmo nível de Madrid e Tóquio nos preços das casas de luxo

Valor dos imóveis do mercado residencial de luxo subiu 4,4% em 2025, com um preço de transação médio de 1,2 milhões de euros e de 13.600 euros por metro quadrado. Relatório da Savills indica um crescimento para 2026 na capital portuguesa ao nível de Madrid e Tóquio, sendo apenas superada por Seul.

Lisboa ao mesmo nível de Madrid e Tóquio nos preços das casas de luxo
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Lisboa vai ser uma das principais cidades a nível mundial com um maior aumento no preço das casas de luxo em 2026. Segundo o relatório ‘Prime Residential World Cities’ da consultora Savills, a capital portuguesa deverá registar uma subida entre os 4% e 5,9%, ficando ao mesmo nível de Madrid e Tóquio. No último ano, Lisboa registou um preço de transação médio de 1,2 milhões de euros e de 13.600 euros por metro quadrado.

Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills, refere que “Lisboa mantém-se como um dos mercados residenciais prime mais sólidos da Europa, com uma base de procura que resiste a ciclos mais voláteis “, ao mesmo tempo em que se assiste a um mercado “mais equilibrado, com compradores exigentes e pouca oferta qualificada, o que continua a sustentar a valorização dos preços neste segmento”.

Entre as 30 cidades analisadas verificou-se em 2025 um aumento médio no preço das casas prime de 1,8%, com a consultora a prever um crescimento médio de 1,3% para este ano num contexto ainda marcado por prudência e limitações na oferta.

E se Lisboa está entre as cidades com maiores aumentos, por sua vez, mercados como Nova Iorque, Londres, Paris, Dubai ou Sydney, o crescimento esperado fica abaixo dos 2%. Já em Seul, onde os valores prime aumentaram 14,3% em 2025, deverão subir entre 6% e 7,9% em 2026, num contexto de forte restrição de solo e escassez de produto disponível.

Por outro lado, Tóquio, que registou uma subida de 30% no último ano, continua a ser um mercado sob forte pressão, com oferta qualificada reduzida e uma procura muito ativa, o que começa a levantar dúvidas sobre a sustentabilidade deste ritmo de valorização.

Kelcie Sellers, Associate Director World Research da Savills, salienta que “a oferta cronicamente limitada, os fluxos de capital internacionais e a procura por cidades globais, sobretudo aquelas com forte componente de estilo de vida e vantagens fiscais, vão continuar a impulsionar o crescimento dos mercados residenciais prime em todo o mundo.

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