Lei laboral: CGTP acusa Governo de ocultar proposta e violar Constituição

A CGTP-IN lançou duras críticas ao Governo, acusando-o de conduta reiterada e antidemocrática ao omitir o envio da última versão da proposta de alteração à legislação laboral.

Lei laboral: CGTP acusa Governo de ocultar proposta e violar Constituição
CGTP-IN union secretary-general, Tiago Oilveira, speeches during the demonstration of thousands of workers convened by the General Confederation of Portuguese Workers - National Inter-Union (CGTP-IN) to protest against changes to labor law in Lisbon, Portugal, November 8, 2025. The government's draft proposal for revising labor legislation, which is being debated with social partners, foresees the revision of "more than a hundred" articles of the Labor Code. ANTONIO COTRIM/LUSA
A central sindical afirma não ter recebido o documento que a ministra do Trabalho diz ter enviado a todos os parceiros sociais. Em causa está a reunião da Concertação Social agendada para esta quinta-feira.
A CGTP-IN lançou duras críticas ao Governo, acusando-o de conduta reiterada e antidemocrática ao omitir o envio da última versão da proposta de alteração à legislação laboral. Apesar de a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ter assegurado publicamente que o documento já estava na posse de todos os parceiros com assento na Comissão Permanente de Concertação Social (CPCS), a central sindical garante que, até ao momento, não recebeu qualquer texto.
Para a CGTP, esta prática não é um erro isolado, mas sim uma estratégia “sistemática” para afastar o contraditório. A organização sublinha que esta omissão, viola o Artigo 56.º da Constituição, que garante o direito de participação dos trabalhadores na elaboração da legislação laboral.

Além disso, segundo a central sindical, a omissão tenta criar uma “falsa normalidade”, enquanto o Governo prepara medidas que a central classifica como um ataque a conquistas históricas e visa travar a reivindicação por melhores condições de trabalho e o combate à precariedade.

A CGTP-IN reforça que a única forma de derrotar estas alterações é através da unidade e da luta dos trabalhadores. Recordando o impacto da Greve Geral de 11 de dezembro, a central aponta agora baterias para a Manifestação Nacional da próxima sexta-feira, dia 17.
“A luta continuará a ser a resposta a esta tentativa de impor um retrocesso social”, afirma a estrutura sindical, exigindo a retirada imediata do pacote legislativo e prometendo uma resistência crescente caso o Governo mantenha a atual trajetória.

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