IA e tradução automática não vão substituir necessidade de aprender línguas, diz estudo do British Council

De acordo com o 'Artificial intelligence and English language teaching research', desenvolvido pela organização britânica e pelo Instituto de Investigação em Inovação Digital em Aprendizagem, 70% dos professores inquiridos entende que os alunos devem conseguir escrever em inglês sem recorrerem a essas funcionalidades de tradução.

IA e tradução automática não vão substituir necessidade de aprender línguas, diz estudo do British Council
tecnologia

O acesso a ferramentas de tradução automática e a outras soluções baseadas em inteligência artificial (IA) não vão substituir a necessidade de aprendizagem de línguas, defende um estudo do British Council.

De acordo com o ‘Artificial intelligence and English language teaching research’, desenvolvido pela organização britânica e pelo Instituto de Investigação em Inovação Digital em Aprendizagem, 70% dos professores inquiridos entende que os alunos devem conseguir escrever em inglês sem recorrerem a essas funcionalidades de tradução.

Num comunicado emitido a propósito do estudo, o British Council destaca que “60% dos professores de inglês discordam que a IA e tradução automática acabem por tornar desnecessária a aprendizagem de línguas estrangeiras”.

“Nas suas respostas por escrito, muitos inquiridos destacaram as facetas culturais, sociais e emocionais profundas das línguas e que o valor duradouro da interação humana não pode ser substituído pela IA”, refere a mesma nota.

No que diz respeito ao papel dos professores num formato de aprendizagem mais dependente das novas tecnologias, mais de metade (51%) dos participantes no estudo revelou-se cético quanto à “capacidade da IA em ensinar inglês sem um professor em 2035”, apontando para “a importância dos educadores humanos”.

Contudo, uma grande parte dos participantes no estudo (80%) alerta para a “necessidade de desenvolver inteligência artificial para apoiar a aprendizagem de diferentes variedades de inglês em todo o mundo, de modo a facilitar a inclusão e o realismo na aprendizagem de línguas e reduzir os problemas de uniformização e eficiência que preocupam os professores”.

O ‘Artificial intelligence and English language teaching research’, realizado pela organização britânica e pelo Instituto de Investigação em Inovação Digital em Aprendizagem (ODUGlobal), sediado na Universidade Old Dominion, no estado norte-americano da Virginia, reúne respostas a um inquérito a 1.348 professores de língua inglesa de 118 países e regiões sobre a utilização de IA no ensino da língua.

Relacionado

Estudo da CGI diz que aceleração tecnológica e digital é a macrotendência com maior impacto para gestores mundiais

Estudo da CGI diz que aceleração tecnológica e digital é a macrotendência com maior impacto para gestores mundiais

Maria Teixeira Alves2 Set
O relatório global, divulgado esta quarta-feira, 2 de setembro, baseia-se em entrevistas independentes a mais de 1.800 executivos das áreas de negócio e tecnológica — a maioria em cargos de direção —, identificando uma clara viragem do mercado rumo à engenharia e reengenharia digital para viabilizar e expandir o uso da IA.
PwC prevê que capex de infraestruturas de IA atinja os 31,6 biliões até 2050

PwC prevê que capex de infraestruturas de IA atinja os 31,6 biliões até 2050

Ruben Pires2 Set
Os Estados Unidos absorvem 48% do total das despesas de investimento (capex) ligadas a infraestruturas de IA, o equivalente a 15,1 biliões de dólares (13 biliões de euros), estima a consultora PwC. O relatório prevê que anualmente o investimento em infraestruturas de centros de dados passe de cerca de 800 mil milhões de dólares (690,8 mil milhões de euros) em 2026 para 1,8 biliões de dólares (1,5 biliões de euros) em 2050.
Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

Irão: Choque energético “ainda não terminou” e IA aumenta procura por energia, diz FMI

"O estreito de Ormuz continua, em grande parte, fechado, as reservas estratégicas de petróleo e gás terão de ser repostas, a IA aumenta a procura de energia e o inverno aproxima-se no hemisfério norte", afirmou Kristalina Georgieva, na terça-feira 1 de setembro, no final da reunião dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20 em Asheville, no estado norte-americano da Carolina do Norte.