A Honda junta-se à DENSO CORPORATION, à Toray Industries, ao Nomura Research Institute, à MATEC e à REVER CORPORATION para a criação do Conselho BlueRebirth que tem como objetivo expandir o uso de materiais reciclados em carros novos. Este Conselho tem aproximadamente 30 empresas.
“O objetivo é fazer reciclagem Car-to-Car, começando com a desmontagem automatizada de precisão, um processo que desmantela veículos em fim de vida (ELVs) de forma eficiente para permitir a recuperação e reutilização de materiais”, refere a Honda.
A marca nipónica refere que nos últimos anos a indústria automóvel tem procurado “fazer a transição” para uma
economia circular de forma a conseguir “alcançar uma sociedade sustentável, assumindo o desafio significativo de reduzir o consumo de recursos naturais através da expansão significativa” da utilização de materiais reciclados.
“No entanto, o método global dominante continua a ser a trituração de ELVs, seguida da triagem de materiais, um processo que dificulta a obtenção de materiais reciclados com elevada pureza”, explica marca automóvel japonesa.
“Adicionalmente, a colaboração entre as indústrias de produção e reciclagem não tem sido suficiente e, como resultado, as iniciativas para utilizar materiais reciclados como componentes automóveis — que exigem padrões de alta qualidade e volumes de fornecimento adequados para a produção em massa — não têm progredido de forma suficiente”, considera a Honda.
Com este cenário o conselho BlueRebirth pretende “enfrentar esses desafios e transformar a indústria de reciclagem automotiva até 2035 numa indústria de produção de materiais reciclados que desempenhe um papel fundamental
como parte de uma nova cadeia de valor de circulação de recursos dentro” da indústria automotiva.
“O Conselho BlueRebirth irá promover discussões e investigações, bem como promover o desenvolvimento de tecnologia e projetos de demonstração em conjunto com as empresas participantes, instituições de investigação e outras partes interessadas, começando com a desmontagem automatizada e precisa de ELVs para construir uma
cadeia de valor integrada de produção e reciclagem. Além disso, fará recomendações às empresas e organizações relevantes”, refere a Honda.
A marca nipónica explica que a desmontagem automatizada de precisão é um “sistema inteligente avançado” que
utiliza tecnologias de inteligência artificial (IA) e sensores para permitir que os robôs operem ao longo do
caminho mais otimizado, mesmo para peças deformadas.
“Isto não só garante a qualidade e o volume dos materiais reciclados que eram difíceis de alcançar com os métodos
convencionais, como também contribui para resolver fundamentalmente a escassez de mão de obra. Além disso, ao registar informações como a proveniência dos materiais e o impacto ambiental numa plataforma digital e partilhá-las ao longo da cadeia de valor de produção e reciclagem, podemos garantir um fornecimento fiável e estável de materiais reciclados. O Conselho está empenhado em expandir a utilização de materiais reciclados na reciclagem automóvel e em construir uma cadeia de valor integrada de produção e reciclagem rumo a um modelo Car-to-Car. Através destes esforços, as empresas pretendem contribuir para a concretização de uma economia circular na indústria automóvel”, elenca a marca japonesa.