Os funcionários públicos vão estar em greve esta sexta-feira, dia 17 de março. A paralisação foi convocada pela Frente Comum e serve para reivindicar o aumento dos salários, numa altura em que os preços têm disparado, mas também a valorização das carreiras e o reforço dos serviços públicos.
“Vai ser uma grande greve da Administração Pública”, antecipava o líder da Frente Comum, Sebastião Santana, no momento do anúncio da paralisação que decorre esta sexta-feira.
Na altura, o sindicalista chamou a atenção também para o quadro de empobrecimento generalizado dos trabalhadores, daí que agora um dos apelos da Frente Comum para a greve desta sexta-feira seja “não aceite empobrecer a trabalhar”.
Já mais recentemente Sebastião Santana frisou que espera uma “adesão maciça” ao protesto desta sexta-feira, tendo acrescentado que serão afetados os serviços centrais, mas também as autarquias locais e os serviços de saúde.
A propósito, entretanto a Fenprof anunciou que os professores vão juntar-se a esta greve da Administração Pública, o que significa que também as escolas deverão ser afetadas. Isto sendo que desde dezembro que as atividades letivas têm sido impactadas pela luta do pessoal docente e não docente.
A Frente Comum foi a única das três estruturas sindicais da Administrações Públicas que ficou de fora do acordo plurianual celebrado no final de 2022, que garantirá aumentos de 52 euros aos trabalhadores do Estado em todos os anos desta legislatura, o que é considerado insuficiente.
De notar esta estrutura sindical é afeta à CGTP, central sindical que promove este sábado, dia 18 de março, uma manifestação nacional também para reivindicar o aumento dos salários e das pensões, face à subida do custo de vida.
Desde o final de 2022 que a contestação social tem aumentado em Portugal. Em janeiro, foram entregues 204 pré-avisos de greve, mais 153 do que há um ano. É preciso recuar a 2015 para encontrar um janeiro com um número superior de avisos prévios de paralisações.