A empresa de recursos humanos Hays defende a importância de uma abordagem preventiva ao bem-estar, que vá além das medidas pontuais e seja integrada na própria organização do trabalho.
Após o regresso das férias, o cansaço, a desmotivação ou a ansiedade persistem no regresso ao trabalho mesmo depois das férias? Então, estamos podemos estar perante o conceito de “work blues“, associado “à sensação de exaustão, desmotivação ou ansiedade, que pode acompanhar o regresso à rotina profissional”.
Para a Hays, o fenómeno deve ser encarado não apenas como uma reação ao fim das férias, mas como uma oportunidade para as organizações avaliarem as condições em que as suas equipas trabalham ao longo de todo o ano.
“A forma como o trabalho é organizado, a relação com a liderança, a carga de trabalho, a autonomia e a possibilidade de conciliar a vida profissional e pessoal têm um impacto direto na experiência dos colaboradores. Quando estes fatores não estão equilibrados, alguns dias de férias podem não ser suficientes para compensar o desgaste acumulado”, explica Carlos Maia, Regional Director da Hays Portugal.
Num contexto em que, de acordo com o Guia Hays 2026, apenas 26% dos profissionais se mostra bastante ou muito otimista em relação ao contexto económico global e às oportunidades de emprego nos próximos anos, a criação de ambientes de trabalho que promovam “estabilidade, confiança e equilíbrio” tem uma importância crescente na relação entre empresas e profissionais.
É que, sustenta a empresa, embora a maioria dos profissionais se afirme satisfeita com o emprego atual (63%), trata-se do valor mais baixo registado nos últimos anos (65% em 2024 e 69% em 2023), o que reflete uma tendência de maior exigência e seletividade.