A greve nacional dos professores com incidência distrital entra na terceira semana e chega esta segunda-feira, 30 de janeiro, ao distrito de Leiria.
A julgar pelos níveis registados nos últimos dias, prevê-se que a adesão se mantenha elevada e que seja mais um dia de luta intensa nas escolas e fora delas. Para o Largo do Papa em Leiria, a partir das 10h30, está marcada uma concentração de professores, que conta com a participação do secretário geral da FENPROF, Mário Nogueira.
A greve distrital é promovida por nove organizações sindicais e tem a duração de 18 dias, tantos quantos os distritos do país. Na última sexta-feira, a Guarda foi palco do protesto, tendo registado a adesão mais elevada até agora: 97%, segundo a FENPROF, que lidera a convergência.
As razões da luta são muitas. Os sindicatos consideram insuficiente as propostas do novo modelo de recrutamento e colocação de professores que está a ser negociado com o ministro da Educação, João Costa, e exigem a recuperação dos mais de seis anos de contagem de tempo de trabalho que esteve congelado durante a Troika. Na lista das reivindicações figuram igualmente o fim das quotas e vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões, aumentos salariais e melhores condições de trabalho para o pessoal não docente.
Decorrerem atualmente três tipos de greves de professores: I) greve distrital, que manhã tem Leiria como palco II) greve parcial ao primeiro tempo de aulas, convocada pelo SIPE, e III) greve em que os trabalhadores das escolas escolhem as datas em que paralisam, convocada pelo S.T.O.P.
Para 8 de fevereiro está anunciada uma nova greve, convocada pela Federação Nacional da Educação. A FNE entregou já um pré-aviso de greve nacional e avançou com outros pré-avisos de greve para cinco distritos no norte e centro do país.
Para 11 de fevereiro está marcada uma nova manifestação, desta vez organizada pela plataforma de nove organizações sindicais, da qual fazem parte as duas maiores estruturas representativas de professores e pessoal não docente: a Federação Nacional de Professores (FENPROF) e a Federação Nacional de Educação (FNE).