Foi hoje aprovado em Conselho de Ministros a autorização para o Governo realizar “a despesa necessária à concretização das obras de beneficiação e adaptação do edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos, em Lisboa, com vista à concentração física de entidades públicas neste edifício”.
O edifício sede da CGD, em Lisboa, tem uma área de 90 mil metros quadrados e o presidente da CGD tem dito que o banco apenas precisa de 30 mil metros quadrados.
O processo de mudança de alguns ministérios para o edifício-sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Lisboa, vai arrancar no primeiro trimestre de 2023 e será gradual ao longo da legislatura, já tinha anunciado no ano passado o Governo.
Hoje o comunicado do Conselho de Ministros revela que “a concentração de serviços e gabinetes num único espaço físico potencia sinergias, estimula a criação de redes de comunicação mais próximas, sedimenta o trabalho colaborativo e permite ganhos de eficiência na gestão dos imóveis utilizados pelo Estado”.
O Executivo de António Costa diz que “desta forma, estima-se uma poupança de cerca de 800 mil euros por ano, em rendas atualmente pagas pelo Estado a privados, e cerca de 5 milhões de euros por ano em encargos com a gestão de serviços como segurança, manutenção, limpeza, jardinagem, fornecimento de energia elétrica e fornecimento de água”.
Por outro lado, os imóveis públicos que serão desocupados – avaliados em cerca de 600 milhões de euros – poderão ser objeto de rentabilização, visando contribuir para o objetivo de reforço da oferta habitacional, revela o Governo.
“Este projeto está alinhado com o Programa do Governo, que define como meta a reconfiguração do funcionamento e organização interna da Administração Central do Estado. Está ainda alinhado com o Plano de Recuperação e Resiliência, através da reforma funcional e orgânica da Administração Pública, prevista na componente C19 «Administração Pública — Capacitação, Digitalização e Interoperabilidade e Cibersegurança»”, lê-se no comunicado.